Lindbergh Gondim de Lucena

secretário de Educação de Sergipe

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Como você avalia a educação básica no país atualmente? Estamos melhor ou pior que outros tempos?





A educação básica nesta última década evoluiu muito. O advento do Fundef apontou para um estabelecimento mais claro nas regras de financiamento do ensino fundamental, proporcionado pela  equalização dos recursos e no esforço de ter o ingresso e a permanência das crianças e dos adolescentes na escola. Os principais problemas detectados ficam registrados no esgotamento do próprio Fundef. Com o esforço da oferta quase universalizada do ensino fundamental, ficaram em lacuna a educação infantil e o ensino médio.

Esse descompasso de financiamento entre as etapas da educação básica resultou algumas dificuldades na prestação dos serviços educacionais nos segmentos que ficaram fora da regra de financiamento. Há que se considerar expressivos avanços, não só no tocante ao controle da aplicação dos recursos destinados à educação tanto quanto na necessidade de planos de carreira para o magistério, oportunizando salários mais condignos à categoria, e no tocante à formação dos seus profissionais, tendo se evadido da imensa maioria das salas de aula a figura do professor leigo. Quanto à lógica do retrocesso, não consideramos que venha ao caso. A norma vigente tende pela qualidade dos serviços.




Como você avalia a educação em seu Estado atualmente?


A prioridade deverá passar pela correção de fluxo, o incremento do atendimento de jovens e adultos e o estabelecimento de um planejamento estratégico educacional que promova a efetiva aprendizagem dos alunos nas séries iniciais. Com isso, estaremos evitando que os alunos voltem a estrangularem o fluxo educativo de aprendizagem e o resultado qualitativo do processo seja eficientemente comprovado. Mas para isso é imprescindível um aglutinamento de ações entre as esferas estadual e municipal. Só se promovem resultados de qualidade, como a correção de fluxo, quando Estado e municípios se envolvem com essa meta. Caso contrário, a solução de um se torna a dificuldade do outro.




O que fazer para a educação chegar aos grotões de pobreza do interior?


O governo de Sergipe vem investindo firmemente em seu planejamento estratégico educacional no intuito de erradicar o analfabetismo no Estado e no que diz respeito à educação básica vem investindo em métodos de alfabetização com eficiência na aprendizagem nas séries iniciais, na correção de fluxo e no crescimento da oferta da educação de jovens e adultos e no ensino médio. Para o ensino médio, vem oferecendo aos jovens, Centros de Excelência, nos quais o aluno, desde o 1
o

ano, estuda integralmente, com direito a almoço, informática, línguas e atividades laboratoriais de ciências físicas, químicas e matemáticas, além do reforço na língua portuguesa. Para os alunos de 3
o

ano, oferecemos cursos preparatórios para o ingresso na universidade, o Pré-Universitário, que hoje atinge 32% dos matriculados no 3º ano.



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