Liderança visionária

Como envolver o coordenador acadêmico na gestão para torná-lo um agente de inovação

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Veja como envolver o coordenador acadêmico no processo de gestão para torná-lo um agente de inovação junto aos seus pares

por Luciene Leszczynski

A importância do coordenador acadêmico foi um dos temas que esteve presente no IES Management Fórum de Práticas de Gestão em Instituições de Ensino Superior, ocorrido em meados de junho em São Paulo. O debate sobre o papel dos coordenadores como agentes de inovação institucional contou com a participação de Paolo Tommasini, diretor acadêmico da Universidade Anhembi Morumbi.

De acordo com Tommasini, é preciso ver os coordenadores como empreendedores da educação. Ele ressaltou a necessidade de envolvê-los no processo de gestão, permitindo que desenvolvam suas capacidades de liderança. Segundo o diretor, esse é justamente um dos aspectos do perfil de um bom coordenador de curso.

Concepção de valores
Baseado no Programa Baldrige de Excelência de Desempenho, promovido pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), nos Estados Unidos, Tommasini destacou que o segredo dos coordenadores empreendedores está na observância de determinados valores que acompanham a gestão da instituição como um todo.

O primeiro passo é ter a educação centrada no aluno. Nesse sentido ele sugeriu, entre outras ações, a busca de mecanismos para identificar as necessidades do mercado e estar sempre conectado com as últimas tendências, inclusive experimentadas pela concorrência.

Na opinião de Tommasini, não basta ser uma liderança visionária, é preciso dar exemplo, apresentando um comportamento ético e que deixa claro seu comprometimento tanto com a equipe como com os estudantes. A fim de estimular o ambiente de inovação e elevar o nível de envolvimento dos professores, ele recomendou criar mecanismos para sistematizar e compartilhar as informações e projetos que estão sendo desenvolvidos pela instituição. “O professor deve ser o embaixador legítimo da instituição”, disse.

Nesse sentido também é preciso trabalhar em colaboração, permitindo aos professores que apresentem suas sugestões para aperfeiçoar o processo de ensino. “É preciso documentar as realizações e avaliar o que deu certo para melhorar e o que não funcionou para eliminar de uma vez por todas”, recomendou.

Para implantar um ciclo gerencial que permita revisar o cumprimento das metas estabelecidas pela instituição e levar adiante os resultados bem-sucedidos, Paolo Tommasini indicou a ferramenta conhecida como PDCA (Plan Do Check Action). “O PDCA trabalha com ideia piloto o tempo todo. Teve uma ideia, aplica em uma turma, reconhecendo publicamente e amplamente o trabalho de quem teve e executou a ideia”, apontou. De acordo com ele o PDCA é mecanismo de melhoria contínua, que permite às instituições incorporarem as boas ideias (veja na tabela o ciclo completo).

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