Léa Viveiros de Castro

diretora de educação profissional do Senac

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Qual o diagnóstico que você faz da educação básica no Brasil? Quais os principais problemas, avanços e retrocessos que a educação vive?







Apesar dos esforços, tanto do governo atual quanto do anterior, de ampliar o acesso à educação básica, com o ingresso quase universal no ensino fundamental e um aumento significativo de acesso ao ensino médio, nossas estatísticas educacionais continuam extremamente precárias, com altas taxas de evasão, um desempenho sofrível dos alunos nas avaliações de massa e um índice assustador de analfabetos funcionais. Isso aponta para a falta de um projeto educacional consistente, para a inadequação de conteúdos e metodologias e, principalmente, para o descaso com que é tratada a questão do professor, tanto no que se refere à sua formação quanto à sua remuneração.





 






Na sua opinião, qual é o principal desafio para alavancar o desenvolvimento e a qualidade da educação em nosso país?






Vontade política e competência técnica. Desenvolver um projeto de educação em sintonia com um projeto de sociedade, que incorpore o acesso aos bens culturais e às novas tecnologias da informação, que valorize o magistério em todos os níveis e trate da inclusão de forma menos demagógica, entendendo-a como um processo que precisa priorizar antes de tudo o ensino fundamental e médio.






 







Qual é o papel do Terceiro Setor na educação hoje?







Sem a mobilização de toda a sociedade, dificilmente seremos capazes de reverter o quadro sombrio da educação brasileira. O Terceiro Setor tem desempenhado um papel fundamental, principalmente no que se refere a um trabalho mais direto com comunidades e à utilização de soluções educacionais não convencionais.






 






Da forma como a educação está sendo administrada atualmente, como você vê a área daqui a dez anos?






A educação não pode ser tratada fora de um contexto mais amplo de desenvolvimento, não pode estar dissociada de um projeto de país. Se o quadro de desigualdades sociais, distribuição de renda, violência e desemprego for mantido, o futuro da educação será igualmente sombrio.




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