Jovens com algum tipo de deficiência apresentam baixos índices de escolaridade


Pesquisa revela que de um total de 447 jovens em idade escolar, 56% não sabem ler nem escrever

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Analfabetismo e baixos índices de escolaridade representam mais um fator de exclusão social para pessoas com deficiência que moram na periferia de São Paulo.  A conclusão está no relatório de atividades do projeto Cadê Você, realizado pelo Instituto Mara Gabrilli. Em levantamento realizado com 506 pessoas com deficiência (física, múltipla ou intelectual), verificou-se que 447 estão em idade escolar. Deste total, 263 pessoas (56%) revelaram não saber ler nem escrever e 34 pessoas declararam nunca ter frequentado uma escola. Entre os alfabetizados, 152 pessoas (43% dos atendidos em idade escolar) estudaram até o ensino fundamental I. Entre os motivos que explicam o baixo índice de escolaridade destacam-se a baixa oferta de escolas para as quais eles possam se locomover, a falta de transporte adequado e a inexistência de materiais e condições apropriadas nas instituições de ensino. A pesquisa também aponta para a baixa inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, formal ou informal. Dos 305 entrevistados com idade suficiente para o trabalho, mesmo na função de aprendiz, apenas 34 pessoas declararam ter algum tipo de ocupação. Os baixos índices se refletem na situação financeira. A renda per capita é de até um salário mínimo para 383 pessoas e de meio salário mínimo para outras 173.

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