Ingrid Rina de Paula

Saiba quais são os cuidados que se deve ter com bebês e crianças que usam chupeta

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A chupeta é uma peça que faz parte do enxoval de todo bebê. As diferentes marcas, formas, cores e desenhos têm despertado uma atração irresistível para o consumo das mamães, mas, ao mesmo tempo, confundem no momento da escolha com tantas opções. Então qual a chupeta ideal?








A resposta para essa pergunta dependerá de qual é sua frequência, intensidade e duração de uso. Se for usada frequentemente e/ ou por um período prolongado, determinará a instalação do hábito e poderá prejudicar a amamentação materna, causar mal posicionamento dentários, desvios no crescimento dos maxilares e alterações na deglutição e fonação. Porém, se for utilizada racionalmente, poderá estimular a atividade muscular e ter influência benéfica na saúde oral do bebê e no desenvolvimento dos arcos osteodentários, sem interferir na atividade de sucção nutritiva. A sucção desenvolvida pela chupeta auxilia e serve de treinamento para o segundo reflexo da alimentação, a mastigação.




 



A chupeta não deve ser oferecida ao bebê quando este apresentar um sinal de desconforto, como para acalmar o choro provocado por outros fatores, nem tão pouco como uma decoração que combina com a roupa, com os sapatos, ou como forma de lazer para a criança, substituindo-a pela atenção dos pais.



Não recomendamos que a criança durma a noite toda com a chupeta, devido a necessidade de manter a boca fechada enquanto dorme para criar uma memória muscular do contato entre os lábios e favorecer a correta respiração pelo nariz. Vale ressaltar que a chupeta nunca deve ser mergulhada em substâncias doces, para evitar a instalação da doença da cárie.








A chupeta deve ser utilizada apenas como um aparelho para complementar a sucção na fase em que o bebê necessita desse exercício funcional que é um estimulo benéfico ao crescimento e desenvolvimento dos arcos dentários. Sendo assim, após o término da fase de sucção a criança estará apta para as fases subsequentes de crescimento e desenvolvimento, de forma que obtenha posteriormente o equilíbrio neuromuscular desejado pelo profissional que o monitora.








Ingrid Rina de Paula , Fonoaudióloga – CRFª 12.221/SP











 



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