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A saga dos Villas Bôas

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Xingu, agora em DVD, mostra desde a expedição na década de 40 à criação do Parque Nacional, em 1961

De Santos Dumont (1873-1932) a Ruy Barbosa (1849-1923), de Lamartine Babo (1904-1963) a Chico Mendes (1944-1988), ainda são inúmeros os brasileiros cujas ricas biografias continuam à disposição dos interessados em adaptá-las para o cinema. Os irmãos Villas Bôas deixaram de pertencer a esse clube com o lançamento da superprodução Xingu (Brasil, 2012, 102 min), agora disponível em DVD, sobre a movimentada trajetória daqueles que “compuseram as vidas mais extraordinárias e belas de que tenho notícia”, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro.


Ciente das armadilhas oferecidas pelo excesso de informação, o diretor e corroteirista Cao Hamburger optou por cobrir apenas duas décadas na vida dos Villas Bôas. No esforço de concisão do filme, elas corresponderiam à parte mais representativa do todo. A trama começa pelo ingresso de Orlando (1914-2002), Cláudio (1916-1998) e Leonardo (1918-1961) na expedição Roncador-Xingu, em 1943, e prossegue, dando saltos no tempo, até a polêmica criação do Parque Nacional do Xingu, em 14 de abril de 1961, durante o breve governo Jânio Quadros.
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Informações ligeiras, no início, permitem entender a origem social dos irmãos; ao final, o uso de imagens documentais, com os personagens verdadeiros em cena, lembra que a saga continuou por mais algumas décadas. Na primeira metade do filme, os paulistas aventureiros entram pela primeira vez em contato com os índios e não sabem direito como proceder. Na segunda, em que diminui o humor e aumenta a dramaticidade, eles percebem que a jornada será muito mais difícil do que imaginavam. Hamburger não oferece uma visão romântica dos Villas Bôas: embora a história tenha um caráter épico, é banhada por um realismo que permite compreender qual foi o preço cobrado dos três.


Agora em DVD
EU MATEI MINHA MÃE
O ator e diretor Xavier Dolan tinha 20 anos quando lançou esse drama sobre o difícil relacionamento de um adolescente
com a mãe.
(Canadá, 2009, 96 min)


LOLA
Versão de comédia francesa sobre adolescente (Miley Cyrus, de Hannah Montana) conectada à “vida digital”.
(EUA, 2012, 97 min)


NOVE RAINHAS
Dois vigaristas se aproveitam de crise econômica na Argentina para aplicar golpes em Buenos Aires.
(Argentina, 2000, 114 min)


SOMBRAS DA NOITE
Crônica sobre mudanças sociais por meio da história de um vampiro do século 18 que desperta em 1972.
(EUA, 2012, 101 min)


VIOLETA FOI PARA O CÉU
Andrés Wood (diretor de Machuca) homenageia a cantora, pintora e escritora chilena Violeta Parra (1917-1967).
(Chile, 2011, 110 min)

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