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Vidas ao vento narra a trajetória do projetista Jiro Horikoshi, considerado uma lenda da aviação japonesa Um mestre japonês em sua provável despedidaHá alguns …

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Vidas ao vento narra a trajetória do projetista Jiro Horikoshi, considerado uma lenda da aviação japonesa

Um mestre japonês em sua provável despedida
Há alguns anos, a indústria e o público do cinema de animação lamentaram saber que o diretor japonês Hayao Miyazaki planejava se aposentar. Talvez o mais importante realizador desse gênero em atividade no mundo, ele começava na ocasião a se dedicar a um longa-metragem que viria provavelmente a ser o seu derradeiro trabalho: Vidas ao vento (Japão, 2013, 126 min), agora lançado em DVD no Brasil depois de fazer carreira nos cinemas. Se Hayao cumprir o que disse e encerrar a carreira por aqui, aos 73 anos, manter a tradição cinematográfica da família ficará sob a responsabilidade de seu filho, o também diretor Goro Miyazaki (Contos de Terramar).

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O protagonista de Vidas ao vento é inspirado na biografia de uma lenda da aviação japonesa, o projetista Jiro Horikoshi (1903-1982), que teve participação importante na construção de aviões de combate usados pelo seu país na II Guerra Mundial. Uma história bem-sucedida, mas também um tanto amarga: ele sonhava com máquinas voadoras desde a infância, mas não imaginava que, ao alcançar o objetivo de trabalhar com aviões, terminaria por transformá-los em armas. Da infância à vida adulta, acompanhamos as transformações pelas quais passa o personagem e as cicatrizes impostas a ele pelo tempo.

Ao fazer animação para um público amplo que vai de crianças a adultos, mais ou menos como os livros de Lygia Bojunga Nunes, Miyazaki não se furta de lidar com temas mais delicados, como a morte. Vidas ao vento trata frontalmente do significado terrível das perdas, mas sem arroubos dramáticos e com uma intensa poesia, reforçada pelos traços exuberantes que consagraram o seu trabalho. Afinado com as técnicas tradicionais da animação e com o estilo japonês de caracterizar os rostos dos personagens, ele é um dinossauro que, infelizmente, resolveu pendurar as chuteiras.

Clássicos da animação
O lançamento de Vidas ao vento oferece a oportunidade de apresentar crianças e adolescentes aos filmes anteriores do diretor Hayao Miyazaki e também aos clássicos da animação relacionados abaixo, que talvez ainda sejam desconhecidos por eles:

Fantasia (1940)
Um dos principais e mais ousados longas-metragens do grupo Disney, produzido pelo próprio Walt Disney (1901-1966). Os cinco episódios do filme são acompanhados por clássicos de música erudita (de Bach, Tchaikovsky, Stravinsky e Beethoven, entre outros), interpretados pela Orquestra de Filadélfia sob a condução do maestro Leopold Stokowski (1882-1977).

Yellow Submarine (1968)
Os Beatles estavam no auge da popularidade – e já haviam feito três filmes musicais – quando se tornaram personagens deste longa-metragem de animação lançado em 1968. John, Paul, George e Ringo, a bordo de um submarino amarelo, salvam o paraíso de Pepperland das garras dos Blue Meanies, os vilões da história.

O Estranho Mundo de Jack (1993)
O produtor e diretor Tim Burton (Edward Mãos-de-tesoura, Alice no país das maravilhas) começou a sua carreira fazendo animações em stop-motion, com bonecos fotografados a cada ligeira mudança de posição para simular movimento. Neste projeto supervisionado por ele com o uso dessa técnica, as criaturas do Halloween resolvem bagunçar o Natal e criam um pesadelo para todas as crianças.

Kiriku e a Feiticeira (1998)
A exemplo de Hayao Miyazaki, o diretor francês Michel Ocelot é uma grande referência no cenário da animação feita com técnicas convencionais, sem muita (e às vezes sem nenhuma) intervenção de tecnologia digital. Aqui, ele apresenta o personagem Kiriku, um menino africano que enfrenta o poder maligno da feiticeira Karabá e de seus guardiões.

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