Ilona Becskeházy

diretora executiva da Fundação Lemann

Compartilhe
, / 1333 0



A experiência da Fundação Lemann em projetos que implicam o acesso ao dia-a-dia da escola pública confirma a calamidade anunciada pelo Saeb
(Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica

), mas traz boas pistas sobre suas causas.






Em primeiro lugar, está o investimento insuficiente no que realmente conta para fazer os alunos aprenderem mais: bons profissionais, boas condições de ensino, material didático em qualidade e quantidade suficientes etc. Falta também o investimento de energia no efetivo aprendizado do aluno, no cuidado individualizado para os mais carentes e na preocupação com a gestão. Itens básicos, como progressão na carreira, combate ao absenteísmo dos professores, cobrança por resultados objetivos, passam ao largo do dia-a-dia das nossas escolas públicas, principalmente onde estudam os alunos de famílias mais pobres.



A
Intelligentsia

da educação no Brasil ainda não conseguiu pensar “fora da caixa”. Por que os mais pobres têm tanta dificuldade em aprender? É porque são pobres e suas famílias com baixo padrão sociocultural? Mas não é esse justamente o público-alvo da educação básica pública?





É possível que a educação pública esteja se posicionando para uma abordagem mais estratégica do problema. Não tenho certeza. Mas falta senso de urgência. Ela sofre dos mesmos males que os outros serviços públicos. Enquanto não houver o controle social de seus resultados e processos, os avanços virão em uma lentidão lesiva aos interesses do país.




 


Comentários

comentários

PASSWORD RESET

LOG IN