Guia Prático de Pedagogia Elementar

A História do Pequeno Reino – Capítulo 1

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Era uma vez um reino bem pequenininho. Não era um reino lá muito rico, mas, como todo reino que se preze, ele tinha uma bela Rainha e Súditos.



Os Súditos não eram muitos: diz a lenda que eles não passavam de 20 ou 30 e que, como o próprio reino, eles eram muito pequeninos.




A Rainha desse nosso reino estava com um problema: ela achava que seus Súditos eram muito ingênuos e indefesos. Sabe o que eles faziam?

Nada, ou quase nada: eles passavam o dia todo dentro do castelo, olhando para as paredes, correndo de um lado para o outro, comendo, brigando, chorando, gritando, quase sempre grudados no manto real da Rainha.













A Rainha não sabia o que fazer para que os seus pequenos Súditos se tornassem menos dependentes dela e para prepará-los para enfrentar o mundo real. Ela sabia que um dia eles teriam que viver sem a proteção real e temia pelo futuro deles.



Estava ficando desesperada e andava de um lado para o outro do castelo.De repente, como sempre acontece nessas horas, apareceu uma Fada: a Rainha ouviu um tilintar de sinos, seus aposentos reais se encheram de gelo seco e purpurina e, depois de muita frescura, uma Fada finalmente apareceu. – Qual é o galho, ó Rainha?












A Rainha explicou. E a Fadinha olhou à sua volta, pensou um pouco e disse:- Vamos começar do começo!Então ela sacou sua varinha mágica e “Plim!”: as paredes do castelo, que eram totalmente fechadas, se encheram de janelas. Onde antes se viam apenas muros de pedra fria, podia-se agora olhar o vasto céu azul, nuvens das mais diversas formas, árvores, bichos e gente.






Muitos Súditos haviam largado as barras da saia real e olhavam para fora.A Rainha percebeu como, olhando pelas recém-abertas janelas do castelo, os Súditos ficavam fascinados com as carruagens que passavam, com as lebres, com os caçadores, com as nuvens. Ela viu, surpresa, com que alegria eles brincavam com os raios de sol.










A Fada pegou sua varinha e fez “Plim!” de novo. Dessa vez, apareceu uma enorme porta no castelo. A Fadinha falou:- Minha Rainha, sempre que Vossa Majestade puder, deixe que os seus Súditos pulem, dancem e corram pelos campos reais. Deixe que eles vejam e conheçam as árvores e os bichos reais, a grama real, os lagos e o ar real… E então a Fada sumiu, enquanto a Rainha e seu bando alegre saíam pela porta do castelo.







COMENTÁRIO SOBRE A HISTÓRIA


No primeiro capítulo da nossa história, portas e janelas aparecem no castelo e a Rainha descobre o interesse dos pequenos Súditos pelo mundo real que existe fora do castelo. Deixar os Súditos brincarem ao ar livre aparece como a primeira de uma série de idéias para desenvolver um trabalho realmente educativo, a partir da situação inicial de confusão no Pequeno Reino. Assim como os pequenos Súditos, nossas crianças também se interessam pelo mundo fora da sala de aula…





O QUE VOCÊ VERÁ NESTA DISCUSSÃO

A Discussão 1 apresenta idéias sobre como usar o pátio e as áreas verdes para estimular as brincadeiras ao ar livre. Outras discussões do livro, especialmente a feita após o Capítulo 9, irão explorar outros aspectos dos passeios ao ar livre que podem ser aproveitados para enriquecer o trabalho educativo.

Também falamos, nesta primeira discussão, sobre a importância de oferecer sempre novos materiais para as crianças brincarem e de ensinar jogos e cantigas de nosso folclore.Ao brincar ao ar livre, ao correr, ao pular, ao subir em árvores, as crianças estão não apenas se desenvolvendo em termos motores e ficando mais ágeis, mas também estão aumentando seu conhecimento do mundo, enriquecendo-o com novas experiências e observações, construindo a autoconfiança, desenvolvendo suas capacidades de socializar-se e de pensar, entre muitas outras coisas.Todos os dias em que for possível, as crianças podem passar um bom tempo brincando livremente fora da sala.

Esse tempo não é inútil, ele é importantíssimo para o desenvolvimento de uma série de potencialidades das crianças.No primeiro capítulo da nossa história, portas e janelas aparecem no castelo e a Rainha descobre o interesse dos pequenos Súditos pelo mundo real que existe fora do castelo. Deixar os Súditos brincarem ao ar livre aparece como a primeira de uma série de idéias para desenvolver um trabalho realmente educativo, a partir da situação inicial de confusão no Pequeno Reino. Assim como os pequenos Súditos, nossas crianças também se interessam pelo mundo fora da sala de aula…





IDÉIAS, PALPITES E SUGESTÕES


Ao brincar ao ar livre, ao correr, ao pular, ao subir em árvores, as crianças estão não apenas se desenvolvendo em termos motores e ficando mais ágeis, mas também estão aumentando seu conhecimento do mundo, enriquecendo-o com novas experiências e observações, construindo a autoconfiança, desenvolvendo suas capacidades de socializar-se e de pensar, entre muitas outras coisas.Todos os dias em que for possível, as crianças podem passar um bom tempo brincando livremente fora da sala. Esse tempo não é inútil, ele é importantíssimo para o desenvolvimento de uma série de potencialidades das crianças.







BRINCANDO NO PÁTIO OU EM GRANDES SALAS


O pátio pode ser um bom espaço para brincar. Além de árvores, da caixa de areia e dos brinquedos tradicionais, como escorregador, balanço, gangorra e trepa-trepa, podemos oferecer sempre novas opções para as atividades das crianças. Isso pode ser feito entregando-se brinquedos, como bolas, triciclos, bambolês, cordas e muitos outros. Às vezes, recebemos de presente objetos, como, por exemplo, um par de velhos patins ou uma bicicleta, que podem estimular novas explorações e atividades das crianças. Também com materiais baratos e de sucata, podemos criar novos desafios para as crianças.



Por exemplo: podemos usar alguns pneus velhos, fazer balanços com eles ou fazer “túneis”, cortando-os. Esses pneus podem ser pintados pelas próprias crianças e usados em muitas brincadeiras. Outros exemplos: uma tábua pode ser colocada sobre dois tijolos para fazer uma “ponte” para as crianças se equilibrarem; com latas vazias e cordas, podemos fazer “pernas de pau”, “carrinhos” e outros brinquedos; bacias com água e diferentes objetos (pedaços de madeira, plástico, pedras, copinhos, canudinhos, panos e outros) podem motivar brincadeiras divertidas, pois as crianças normalmente adoram água; com garrafas de plástico, caixotes e bolas de meia pode ser criado um jogo de boliche; palitinhos de picolé podem ser usados para se desenhar na terra ou na areia. 



 



Muitos e muitos outros desafios podem ser criados para e com as crianças, tudo depende de sua imaginação e dos materiais que você conseguir para motivar as brincadeiras ao ar livre.Claro que não é preciso oferecer esses objetos todos de uma vez. Você pode usar alguns a cada dia e deixar que as próprias crianças escolham brinquedos para levar para fora.







ESCONDE-ESCONDE E CABRA-CEGA, OS JOGOS MAIS EDUCATIVOS DO MUNDO


Além de oferecer brinquedos e desafios, existem muitos jogos que podem ser ensinados às crianças, principalmente no caso das mais velhas. Eis alguns exemplos: amarelinha, cabra-cega, mãe-cola, esconde-esconde, cantigas de roda, bola de gude, os esportes, etc. Todos esses jogos, que fazem parte do nosso folclore, possuem um altíssimo valor educativo, desde que as crianças participem deles por prazer e não por obrigação. Muitas vezes, as crianças aprendem jogos com crianças mais velhas e, além de respeitar esses jogos, você pode ir aos poucos ensinando muitos outros, que você ou outras pessoas conhecem. Às vezes, funcionários de nossa instituição ou mães de crianças podem ensinar novos jogos e cantigas para as crianças.







BRINCAR EM ÁREAS VERDES, SEMPRE QUE POSSÍVEL


Caso exista, perto da sua sala, um lugar bom para as crianças brincarem em segurança, nós sugerimos que você o aproveite bastante. Esse lugar pode ser um gramado, um parque, uma praça, um bosque ou outro, onde haja liberdade de movimento e contato com a natureza. Não são poucos os educadores que afirmam que, para as crianças, a natureza é a melhor sala de aula…Mesmo que você tenha dificuldades para levar suas crianças para brincar nessas áreas, é recomendável fazê-lo sempre que possível, pois os benefícios para o desenvolvimento das crianças são grandes. Às vezes, é possível conseguir ajuda de algum adulto da comunidade ou de funcionários de nossa instituição para ajudar a cuidar das crianças nessas saídas para brincar ao ar livre.







RESUMINDO


Brincar ao ar livre é excelente para o desenvolvimento infantil. Podemos buscar sempre novos materiais, jogos, idéias e lugares que motivem as crianças a brincarem.







NÃO PERCA, A SEGUIR


Vamos agora ver o segundo capítulo de nossa história, no qual muitas coisas interessantes começam a acontecer no Pequeno Reino. Antes disso, gostaríamos de lembrar que, nesta história, nós falamos o tempo todo de “pequenos Súditos”, no masculino, mas, ao usarmos essa expressão, estamos querendo falar, metaforicamente, tanto de meninos quanto de meninas.





 





Autor: Luca Rischbieter, Editora Positivo, 320 págs., R$35





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