Guia Prático da Pedagogia Elementar

A História do Pequeno Reino – Capítulo 2

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Durante um tempão, os Súditos rolaram, escalaram, pularam, cantaram e brincaram feito loucos. Eles correram pelo gramado real atrás de borboletas reais, atiraram pedras no


lago real, colheram frutas nas árvores reais, sentiram o perfume das flores reais,


ouviram o canto real dos passarinhos…











Depois de algum tempo, todos voltaram para o castelo. A idéia da Rainha, ao chegar de volta ao grande salão real, era conversar com os Súditos sobre os problemas reais de seu reino.


A Rainha havia preparado tabelas e gráficos, que queria mostrar e explicar para os Súditos.






 


Mas, para tristeza da Rainha, uma vez no salão do castelo, a bagunça recomeçou. A Rainha tentou chamar a atenção dos Súditos, mas esses nem a ouviram, estavam muito ocupados correndo e tagarelando. A Rainha foi ficando aflita, ela queria ordem para mostrar seus gráficos e tabelas, os Súditos só queriam fazer bagunça.





Então a Rainha deu uma bronca real e os pequenos Súditos, assustados, ficaram quietos. Mas, ao ver a surpresa e o espanto em seus rostos, a Rainha sentiu remorso. Agora, ela não estava com vontade de ensinar mais nada. Não era assim que ela
queria as coisas…- O que que eu faço, o que que eu faço? – perguntava a Rainha, enquanto a bagunça aos poucos recomeçava.



– A Fada me ensinou a levá-los lá para fora, mas o que é que eu faço com eles aqui dentro?










Nesse momento, é claro, a Fada apareceu novamente. A Rainha olhou para ela, apontou os Súditos e disse:- Olhe só que bagunça! Como é que eles vão aprender alguma coisa, se não ficam quietos?A Fada respondeu no ato:- É aí que Vossa Majestade se engana, pois essa bagunça é muito bacana! Então a Fada convidou a Rainha para passear entre os Súditos.



A Rainha desceu do trono e começou a caminhar pelo grande salão real. Os pequenos Súditos estavam muito animados, todos se mexiam e falavam ao mesmo tempo, havia uma grande algazarra.A Rainha reparou que um grupo de Súditos corria abanando os braços. – O que estão fazendo? – perguntou.- Ora, somos passarinhos. – Puxa, posso brincar também?










 







Então a Rainha e os Súditos voaram por todo o salão. Rainha estava muito feliz e a Fada disse:- Viu? Quando Vossa Majestade começa a prestar um pouquinho de atenção na bagunça, percebe que ela é cheia de surpresas… Venha, vamos passear mais um pouco.A Rainha continuou o seu passeio, observando seus pequenos Súditos.


Ela começou a perceber que eles faziam muitas coisas. Alguns brincavam usando pedaços de pau como se fossem cavalos ou fuzis. Outros falavam sobre a Lua e sobre o céu de maneira ingênua. Pedaços de pano eram transformados em bebês ou em bichos. Bastava um dos Súditos ter uma idéia que alguns outros vinham livremente brincar com ele e logo um alegre grupo se formava. – Puxa, mas isso aqui é um mundo! – foi o que a Rainha disse.A Fadinha sorriu e sumiu.







O QUE VOCÊ VERÁ NESTA DISCUSSÃO



A segunda discussão é uma das mais teóricas de toda essa proposta pedagógica. Iremos insistir sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento infantil. Você encontrará um pequeno resumo de idéias importantes de psicólogos como Piaget, Vygotsky e Freud. Um último item discute a questão de permitirmos, ou não, os jogos de faz-de-conta em que as crianças dramatizam situações violentas.






COMENTÁRIO SOBRE A HISTÓRIA





No segundo capítulo, a Rainha frustra-se porque não consegue fazer o planejado com seus pequenos Súditos, mas tem uma grande surpresa ao ver a riqueza de suas brincadeiras, de suas conversas, de suas imitações. Dessa surpresa vão surgir mudanças profundas no Pequeno Reino…Em vez de tentar impedir que as crianças brinquem, você pode prestar atenção às suas brincadeiras. Observando as crianças, podemos perceber como elas gostam de brincar entre si, de falar, de imitar, de inventar. Ao fazer isso, elas se socializam, ao mesmo tempo em que desenvolvem sua expressão corporal, sua confiança, sua inteligência, sua criatividade, sua imaginação.O respeito e o incentivo a esse prazer que as crianças sentem em brincar e em interagir é que irá servir como apoio para toda a proposta desenvolvida neste livro.Brincar é bom para o desenvolvimento infantil. Quando o ambiente oferece condições materiais, segurança e incentivos, as crianças adoram brincar com os objetos e entre si.






 


IDÉIAS, PALPITES E SUGESTÕES





Brincar é bom para o desenvolvimento infantil. Quando o ambiente oferece condições materiais, segurança e incentivos, as crianças adoram brincar com os objetos e entre si. Elas tendem a se reunir espontaneamente em pequenos grupos para fazer coisas como empilhar caixas, brincar com fantoches, fingir que dão comida para as bonecas, etc.Pesquisadores observaram esse tipo de comportamento até mesmo em grupos de crianças com menos de um ano e que nem falavam ainda. Claro que isso só acontece se as crianças estiverem reunidas, se tiverem espaço e materiais para brincar e se os adultos deixarem que elas brinquem, mostrando interesse pelo que elas fazem.A idéia de ter como base o trabalho educativo sobre o desejo de brincar pode ser útil para pensarmos não só na educação dos bebês, mas de todas as crianças, até mesmo de grupos que já freqüentam a Educação Infantil ou as primeiras séries escolares. Também é importante lembrar que, qualquer que seja a idade de uma criança, quando ela se concentra e se dedica a qualquer espécie de jogo, esse se torna algo muito sério para ela e isso resulta em uma espécie de atividade que pode ser comparada a um trabalho muito produtivo, em termos de resultados de aprendizagem.Claro que existem diferenças importantíssimas no tipo de brincadeiras que podem ser realizadas em cada idade. A partir da Discussão 6, nós vamos ver muitos exemplos que mostram que, quanto mais velhas as crianças, mais profundamente podem ser explorados os conteúdos dos jogos e a cooperação entre elas.






UM POUCO DE TEORIA – POR QUE BRINCAR É ESSENCIAL?





Vamos discutir agora, rapidamente, algumas idéias de psicólogos que consideram fundamentais as brincadeiras das crianças entre si e com os objetos.Piaget e os pós-piagetianosPara alguns, as brincadeiras são importantes porque nelas as crianças desenvolvem suas habilidades para lidar com as coisas, aprendem a controlar os seus movimentos e aumentam seu conhecimento dos objetos, de suas propriedades e relações. As crianças que brincam com os objetos, que tentam fazer ações, como equilibrar, encaixar, balançar, rolar e muitas outras, estão construindo seus conhecimentos sobre o mundo físico e, a partir da elaboração e da combinação de suas experiências e ações, também constroem as bases de seu desenvolvimento intelectual. Quanto menores as crianças, mais importantes são as experiências em que elas podem explorar e manipular os mais diferentes objetos e materiais. Como veremos na próxima discussão, brinquedos e materiais de sucata são alguns dos melhores materiais que podemos oferecer às crianças pequenas.





Os pesquisadores e pedagogos que defendem essas posições são influenciados pelas idéias de um dos fundadores da psicologia cognitiva, ou psicologia da inteligência, o suíço Jean Piaget (1896-1980). Eles dizem também que, porque as crianças têm vontade de brincar umas com as outras, elas discutem entre si, dividem papéis, trocam opiniões sobre o significado dos objetos, desenvolvem regras de convivência, tornam-se mais ativas e inteligentes. As aplicações dessas idéias às pesquisas e à Educação Infantil foram desenvolvidas principalmente por um centro francês de experiências em educação, o Cresas, que trabalha com creches e com escolas (ver livros com Cresas como autor, na bibliografia, nos textos em português e em francês).Muitos pós-piagetianos insistem no papel dos jogos como meio de socialização das crianças: ao brincar coletivamente, dividindo papéis (por exemplo: polícia e ladrão), discutindo o significado dos objetos do jogo (por exemplo: o cabo de vassoura é uma espingarda), criando histórias juntas (por exemplo: quando as crianças preparam a comida para as bonecas, ou quando várias delas se fantasiam para fazer uma dramatização) e respeitando as regras do jogo (por exemplo: ficar parada quando brinca de mãe-cola, apesar da vontade de correr), a criança está aprendendo a cooperar com os outros, a dialogar e está desenvolvendo seu raciocínio e sua criatividade. Vale lembrar que esse modo de socialização é essencial porque é democrático: a criança discute e aceita as regras porque ela quer brincar. Isso não tem nada a ver com o adulto obrigá-la a jogar ou a agir de uma maneira determinada.

Para muitos pedagogos que se inspiram nas idéias piagetianas, é brincando entre si, em um ambiente no qual o adulto zela carinhosamente pelo respeito de certos limites (como: não quebrar as coisas, não agredir o outro com violência, etc.), que as crianças podem se socializar da maneira mais saudável, inteligente e democrática. Ainda falaremos sobre essa questão na Discussão 5.Vygotsky e a corrente socioculturalOs psicólogos e pedagogos influenciados pelas idéias de um dos pais da psicologia sociocultural, o psicólogo bielo-russo (na ex-União Soviética) Lev Semenovitch Vygotsky (1896-1934), dizem que o jogo é a atividade que provoca o desenvolvimento infantil, que dá origem à imaginação e à inteligência criativa. Começando como uma simples imitação de atividades realizadas com ou pelos adultos (como quando, por exemplo, uma criança penteia uma boneca), o jogo pode se tornar cada vez mais diversificado e complexo, principalmente a partir do momento em que a criança começa a usar as ações e a linguagem para inventar novos significados para os objetos (por exemplo, quando chama de “cavalo” um cabo de vassoura, ou quando transforma areia ou terra em “comida”).As experiências vividas pelas crianças reaparecem em seus jogos. Quanto mais ricas e produtivas forem as experiências das crianças, mais ricas e produtivas poderão se tornar suas brincadeiras. Nessa proposta, principalmente a partir da Discussão 7, nós veremos como essas tendências do jogo infantil podem ser exploradas de forma a facilitar inúmeras aprendizagens.



 




Ainda falaremos, na Discussão 16, de algumas idéias de Vygotsky sobre o jogo simbólico infantil e sobre a importância da imaginação. Se você está interessada(o) nessa questão, sugerimos uma consulta ao primeiro item da décima sexta discussão.Essa apresentação curtíssima pode ser encerrada com uma citação de Freud – sobre quem falamos a seguir – que resume com precisão a visão de Vygotsky sobre o jogo simbólico infantil:”As crianças durante toda a sua infância sentem-se fustigadas pelo desejo de crescer e de fazer o que fazem os grandes. Esse desejo reflete-se em todas as suas brincadeiras”1.




 




Freud e a PsicanálisePara encerrar esses breves comentários teóricos sobre a importância do jogo, vamos falar rapidamente sobre idéias de um outro grupo de pessoas ligadas à Educação Infantil, influenciado pelo pai da psicanálise, o austríaco Sigmund Freud (1856-1939) e por outros psicanalistas, como o inglês Donald D. Winnicott (1896-1971). Esse grupo insiste sobre a importância do jogo para que a criança possa expressar seus desejos mais íntimos, para que possa descarregar sua agressividade para a construção de sua liberdade. Os psicanalistas dizem que impulsos agressivos são normais no desenvolvimento de toda criança e é importante que elas possam descobrir que, brincando e falando, essa agressividade pode ser descarregada sem que ninguém saia machucado de verdade.Vejamos um exemplo: uma criança pode querer ficar sempre com sua mãe e, por isso, essa criança sente ciúmes de seu pai. Por momentos, ela vai até desejar que ele “desapareça”. Mas ao mesmo tempo, ela tem medo de que seus sentimentos se tornem realidade e sente culpa por causa desses sentimentos agressivos. Isso pode bloquear seu desenvolvimento.

Os psicanalistas dizem que é muito importante que a criança possa descarregar essa agressividade de maneira simbólica, brincando e falando. Assim, a criança do nosso exemplo pode fazer coisas como brincar de enterrar um soldadinho na areia ou desenhar uma figura de adulto e depois rabiscá-la.Esses autores falam da necessidade de se respeitar a criança que brinca sozinha, de procurar aceitar sempre essa violência que pode aparecer em seus jogos (como, por exemplo, quando “atiram” em nós com um revólver de brinquedo, batem em uma boneca ou brincam de “cozinhar” soldadinhos). Mesmo sem sermos psicanalistas, essas idéias podem ser altamente benéficas para as crianças e, com um pouco de bom-senso, podem ser facilmente colocadas em prática.Outro fator importante do jogo, sobre o qual tanto Freud quanto Piaget insistiram, é que nele a criança que sofreu alguma ação passivamente pode se tornar ativa, ao revivê-la em seus jogos. Assim, por exemplo, uma criança que levou uma injeção pode passar horas brincando de dar injeções com uma caneta em uma boneca. Uma brincadeira como essa ajuda a criança a se recuperar do trauma que uma visita ao hospital pode ter causado. Essa visão do valor do jogo simbólico infantil nos leva a uma pergunta importante:



 




Devemos, ou não, deixar que as crianças brinquem de guerra?Atualmente, muitas escolas de Educação Infantil estão tentando coibir todas as brincadeiras em que as crianças dramatizam cenas violentas e proibindo que elas tenham brinquedos como revólveres ou espadas de plástico. A idéia parece ser boa: se não brincarem em jogos de faz de conta violentos hoje, não serão pessoas violentas amanhã. Parece uma boa idéia, mas não é! Na verdade, qualquer psicólogo sabe que essa idéia está totalmente errada.Pode parecer estranho, mas, se queremos crianças menos violentas, devemos deixar que elaborem fantasias, descarreguem suas frustrações e agressividade em jogos de faz-de-conta. Um exemplo disso foi visto logo após os terríveis atentados de 11 de setembro de 2001 quando, em todo o planeta, crianças fizeram brincadeiras em que “aviões” de brinquedo explodiam “torres”… Essas crianças não estavam tornando-se mais violentas, pelo contrário, estavam lidando com imagens extremamente violentas e traumáticas mostradas em suas televisões. Proibir essas brincadeiras teria sido uma boa idéia?

Claro que não.Tentando proibir os jogos violentos estamos dificultando a vida das crianças. Isso porque é brincando que uma criança pode aprender que sua agressividade não afeta a realidade, que desejar a morte de alguém, por exemplo, não significa que esse alguém irá morrer. Nos jogos, pode-se morrer e, o que é muito mais importante, ressuscitar à vontade…Quando as crianças podem brincar com suas fantasias agressivas, em pouco tempo, desenvolvem uma plena consciência da diferença entre a violência de brincadeira, dramatizada em seus jogos, e a violência de verdade. Quando uma escola de Educação Infantil tenta proibir jogos de violência e com armas, certamente encontra muitas dificuldades. A agressividade proibida nos jogos irá aparecer em outras atividades, como nos desenhos ou, o que é muito pior, de forma não simbólica, resultando em violência e agressividade de verdade e não de brincadeira!Repetindo: Ao proibir a violência de brincadeira, estamos nos arriscando a aumentar a agressividade de verdade…Ninguém está sugerindo que as crianças só brinquem de jogos de faz-de-conta com violência, ou que esse tipo de jogo seja estimulado, mas certamente ele deve fazer parte do conjunto de atividades que as crianças podem praticar, em seu tempo conosco. As indicações dos psicólogos sobre um bom desenvolvimento infantil têm implicações pedagógicas muito claras: ao mesmo tempo em que temos que definir limites e coibir a violência física real entre as crianças, podemos permitir e até criar meios para facilitar a expressão simbólica da violência. Ou seja: não precisamos incentivar as dramatizações de violência, mas também não precisamos reprimi-las.

Como sugestão concreta, podemos dizer que existe um método simples para saber se é necessário coibir a atividade “violenta” das crianças. Basta, quando elas estiverem brigando, perguntar-se: “mas elas estão brigando de verdade ou é de brincadeira?”. Se for de verdade, devemos interromper; se for de brincadeira, não é necessário. Por incrível que possa parecer, talvez a melhor coisa que um adulto pode fazer, se uma criança atira nele com um revólver de brinquedo, é entrar na brincadeira, colocar as mãos no peito e morrer de mentirinha…



Não há espaço para desenvolver aqui essas idéias muito importantes, que são discutidas em mais detalhes pelo autor desse livro em um artigo na Internet e no prefácio do livro Brincando de matar monstros (ver nas referências bibliográficas os textos de Rischbieter). Sobre essa questão, um livro básico e sempre atual é A psicanálise dos contos de fadas, de Bettelheim, que também aparece nas referências bibliográficas.





 






RESUMINDO





Podemos concluir esta discussão repetindo a idéia mais importante dessa proposta pedagógica: as crianças gostam de brincar e brincar é bom para elas. Quando as crianças brincam entre si, ou sozinhas, não estão “perdendo tempo”, mas sim construindo uma série de conhecimentos e de habilidades importantíssimas, ao mesmo tempo em que podem reviver e resolver uma série de conflitos emocionais, brincando na presença de adultos que se interessam por seus jogos.





NÃO PERCA, A SEGUIR





Em vez de tentar impedir as crianças de brincar, podemos sempre nos perguntar: “como enriquecer cada vez mais suas brincadeiras?”; “que materiais, quais idéias podem motivar mais as brincadeiras?”A partir do próximo capítulo e da próxima discussão, e em todo o resto do livro, começaremos a ver algumas possíveis respostas a essa pergunta.






Autor: Luca Rischbieter, Editora Positivo, 320 págs., R$35


Guia Prático da Pedagogia Elementar

Leia os dois primeiros capítulos do livro

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Em uma narrativa de 20 capítulos, o curitibano Luca Rischbieter, geógrafo e mestre em pedagogia pela Universidade de Paris V, conta a

História do Pequeno Reino

, em que uma rainha tenta organizar as tarefas de seus pequenos súditos.

Reunida no
Guia Prático de Pedagogia Elementar

(Editora Positivo, 320 págs., R$ 35), a história é uma metáfora do dia-a-dia de uma sala de aula de educação infantil e mostra como estimular a brincadeira e a troca de experiências entre os alunos traz resultados positivos no processo de aprendizagem da criança.





 







A cada capítulo, o autor faz uma análise teórica das idéias que expõe e as reforça baseando-se no trabalho de Piaget,



Vygotsky e correntes contemporâneas, como a nova psicologia dos bebês e estudos sobre aprendizagens precoces.

O livro serve como material de apoio tanto aos profissionais que atuam em centros de educação infantil, como àqueles que trabalham com alunos até 12 anos.



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Guia Prático de Pedagogia Elementar







 




 


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