Geração Y

Uma tentativa de entender – e catalogar – o jovem contemporâneo

Compartilhe
, / 1176 0

A tentativa de definir com mais clareza o comportamento dos adolescentes atuais não veio do mundo da educação ou da sociologia. Foram os especialistas em marketing e recursos humanos que começaram a buscar respostas, a partir dos anos 2000, para compreender as tendências verificadas entre os jovens. Como é tão caro a esses campos, encontrou-se um "nome de batismo", um tanto reducionista, para falar das crianças, jovens e adultos nascidos a partir de 1980: a chamada Geração Y.

Grosso modo, trata-se do nome encontrado para designar aqueles que sucederam a Geração X (nascidos nas décadas de 1960 e 1970), que por sua vez vieram após a geração do Baby Boom, no pós-guerra. A Geração Y se diferencia por se consistir, fundamentalmente, de jovens nascidos imersos num ambiente virtual. No Brasil, estão representados por aqueles que cresceram durante os anos 90 à frente do videogame, conviveram com a internet, o computador doméstico, o celular e um vasto conjunto de aparatos tecnológicos. Por exemplo: se você trabalha com o messenger ligado e utiliza diariamente o Facebook, se enquadra no perfil. Caso contrário, não. Hoje, já há quem fale na Geração Z, marcada pela utilização intensiva dos games e outros recursos de realidade virtual.

Recentemente, a empresa de pesquisa Bridge Research realizou um estudo extenso sobre o perfil da Geração Y brasileira. Conhecer as características desses jovens é importante para as empresas, que buscam identificar as tendências do consumidor e a forma pela qual formam seus valores.  Daí nasceram ferramentas de relacionamento, como blogs e serviços on-line diversos.  Do mesmo modo, as áreas de RH tentam saber o que motiva os jovens profissionais para tentar aproveitar ao máximo seu potencial.

Renato Trindade, presidente da Bridge, faz uma análise dos pontos que mais importam, do ponto de vista dos educadores.  Segundo eles, os jovens da Geração Y são:
 – Multitarefas: fazem diversas coisas ao mesmo tempo. Estudam, ouvem mp3, escrevem no messenger e veem TV, ao mesmo tempo.

– Organizam-se em comunidades físicas e virtuais: esses adolescentes têm comportamentos coletivos e também tem valores coletivos. Basta ver quantas comunidades no Orkut falam de escolas, professores e outros alunos.

– Valorizam o nível de atualização das informações. Por isso, não basta utilizar vídeos ou acessar a internet como recurso de apoio pedagógico. É preciso que esteja claro que as informações são as mais recentes.

– Relacionam-se com a informação de forma abrangente, mas pouco profunda. São restritivos aos temas que não lhes agradam. A falta de aprofundamento é uma questão séria – daí a dificuldade de ler jornais, por exemplo.

– Pedem retornos constantes e querem resultados imediatos. Se acham que não estão evoluindo em determinada matéria ou assunto, logo abandonam. Demandam atenção, pois cresceram assim.

– Julgam constantemente – e vão julgar seus professores, também, a todo momento.

– Frequentemente, fogem de suas responsabilidades. Tendem a ficar na casa dos pais e acham que as soluções dos problemas do mundo estão na mão de outras gerações, não nas deles.

– São individualistas, mas não necessariamente egoístas. Costumam ser empáticos, pois estão habituados à vida em comunidade.

Comentários

comentários

PASSWORD RESET

LOG IN