Fome de aprender

Projeto realizado pelo Complexo Educacional FMU oferece refeições gratuitas para a população carente da região central de São Paulo

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O ano de 2016 tem sido especial para alunos e professores do curso de gastronomia do Complexo Educacional FMU. Em parceria com diferentes empresas do setor de alimentos, eles começaram a distribuir refeições para a população carente da região central da capital paulista. A primeira edição do projeto, que foi batizado de Jantando na Rua, foi realizada em maio e contou com a participação voluntária dos estudantes. “Fizemos um comunicado convidando as turmas a participarem.

O retorno foi muito positivo”, comenta Marcelo Malta, chef de cozinha e coordenador do curso de gastronomia.

Além de garantir ensinamentos técnicos, a iniciativa visa despertar o senso de responsabilidade dos envolvidos. “Cada indivíduo, agindo com responsabilidade social, pode influenciar a comunidade ao seu redor, colocando em prática ações construtivas e que contribuem para melhorar a qualidade de vida de todos”, afirma.

A cada edição, a ideia é escolher um prato para presentear os moradores de rua. Em uma das mais bem-sucedidas, a de agosto, os participantes optaram por uma refeição tipicamente nordestina: o baião de dois. E o sucesso foi garantido: foram distribuídas 400 unidades. De acordo com Marcelo, a preparação das receitas e o acondicionamento dos alimentos acontecem nas cozinhas que fazem parte do curso. Todas as etapas envolveram técnicas e aprendizados obtidos em sala de aula. No total, já foram realizadas oito edições (com 3 mil refeições distribuídas).

Como as primeiras experiências foram um sucesso, a instituição resolveu estender a iniciativa ao longo do ano. Todas as quartas-feiras, grupos de voluntários se organizam para preparar e distribuir refeições a moradores de diferentes locais de São Paulo. Para estruturar tal atendimento, foi necessário intensificar as buscas por parcerias consistentes. A boa notícia é que algumas empresas da área abraçaram a ideia e resolveram dar aquela mãozinha para a FMU – assim, o custo com a produção diminui e é possível atender mais pessoas. “Queremos expandir parcerias para que o projeto tenha continuidade e que, dessa forma, possamos levá-lo para mais pessoas”, diz o coordenador. Quem ganha são os estudantes e a população carente, que faz filas e filas para retirar os pratos.

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