“Financeiramente é difícil ser professor. Mas não penso jamais em abandonar a sala de aula”

Nesse Dia do Professor, conversamos com professores que se consideram realizados na carreira docente. Veja abaixo o relato da professora Ligia Bartolomucci

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Eu fiz faculdade de biologia. Minha ideia era seguir o meio acadêmico. Durante o curso, tive algumas experiências em educação e gostei. No final da faculdade, estava procurando emprego e acabei indo trabalhar de eventual no estado. Descobri que gostava muito de dar aula. Na hora de fazer o mestrado fiquei em dúvida se ia para a educação ou continuava na biologia. Na verdade eu sou uma pessoa com vários interesses. Já tinha feito iniciação científica na área de genética, gosto de arqueologia…Decidi que continuaria no meio acadêmico e também poderia continuar na educação.


Meu mestrado foi em antropologia biológica. Minha pesquisa era mais acadêmica, voltada à evolução humana, mas obtive a maioria dos créditos na educação. Quando ia escolher as matérias, acabava indo para esse lado.  Minha orientadora tinha a ideia de levar a antropologia biológica para o ensino formal. Entrei em um projeto, cujo objetivo era levar a arqueologia para as escolas.  Antes de concluir o mestrado comecei a dar aula de ciências e, por causa dessa minha característica de gostar de diferentes áreas, foi muito interessante. Dando aula de ciências eu podia falar de química, física e biologia.


O começo foi muito difícil. Trabalhei em escolas menores, onde eu não me identificava com a proposta pedagógica. Quando trabalhei no estado, a situação também era difícil porque não era concursada. Em 2007, encontrei escolas onde eu gostava de trabalhar. Uma dessas escolas é o Colégio Viver, onde trabalho até hoje. Com certa experiência é mais fácil escolher escolas com ideais com os quais você se identifica. E isso foi fundamental para minha realização.


Ser professora de ciências tem um problema: a carga horária não é muito grande.  Por isso tinha que trabalhar em mais de uma escola ao mesmo tempo para completar minha renda. Sou realizada profissionalmente, porque gosto do que faço. Mas financeiramente, é difícil ser professor.  Eu dava aula em três escolas. Saí de uma delas quando decidi engravidar e depois que meu filho nasceu, optei por uma só.


A escolha foi fácil porque o Viver tem uma proposta mais próxima do que eu acredito. Financeiramente foi difícil. Tive que buscar outras coisas. Por exemplo, eu ajudo na escola com projetos de ciências que me fazem passar mais tempo no colégio. Além disso, faço ilustrações para livros infanto-juvenis.  Ano que vem vou publicar um livro paradidático. Escrever livros é um complemento, mas eu gosto muito da sala de aula. Não penso em reduzir.


Estar em contato com as crianças, ver o processo de aprendizagem, o crescimento, tudo isso me encanta e me realiza muito.  Algumas pessoas têm um emprego para ganhar dinheiro e busca outra coisa para se realizar – eu encontrei as duas coisas na minha profissão.

+ Leia todos os depoimentos do Especial Dia do Professor:


Adjalma Rodrigues

Marivan Mendez

Solange Abate

Veronice Leal

“Financeiramente é difícil ser professor. Mas não penso jamais em abandonar a sala de aula”


Nesse Dia do Professor, conversamos com professores que se consideram realizados na carreira docente. Veja abaixo o relato da professora Ligia Bartolomucci

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Gustavo Morita
Ligia Bartolomucci, professora há 11 anos


Eu fiz faculdade de biologia. Minha ideia era seguir o meio acadêmico. Durante o curso, tive algumas experiências em educação e gostei. No final da faculdade, estava procurando emprego e acabei indo trabalhar de eventual no estado. Descobri que gostava muito de dar aula. Na hora de fazer o mestrado fiquei em dúvida se ia para a educação ou continuava na biologia. Na verdade eu sou uma pessoa com vários interesses. Já tinha feito iniciação científica na área de genética, gosto de arqueologia…Decidi que continuaria no meio acadêmico e também poderia continuar na educação.


Meu mestrado foi em antropologia biológica. Minha pesquisa era mais acadêmica, voltada à evolução humana, mas obtive a maioria dos créditos na educação. Quando ia escolher as matérias, acabava indo para esse lado.  Minha orientadora tinha a ideia de levar a antropologia biológica para o ensino formal. Entrei em um projeto, cujo objetivo era levar a arqueologia para as escolas.  Antes de concluir o mestrado comecei a dar aula de ciências e, por causa dessa minha característica de gostar de diferentes áreas, foi muito interessante. Dando aula de ciências eu podia falar de química, física e biologia.


O começo foi muito difícil. Trabalhei em escolas menores, onde eu não me identificava com a proposta pedagógica. Quando trabalhei no estado, a situação também era difícil porque não era concursada. Em 2007, encontrei escolas onde eu gostava de trabalhar. Uma dessas escolas é o Colégio Viver, onde trabalho até hoje. Com certa experiência é mais fácil escolher escolas com ideais com os quais você se identifica. E isso foi fundamental para minha realização.


Ser professora de ciências tem um problema: a carga horária não é muito grande.  Por isso tinha que trabalhar em mais de uma escola ao mesmo tempo para completar minha renda. Sou realizada profissionalmente, porque gosto do que faço. Mas financeiramente, é difícil ser professor.  Eu dava aula em três escolas. Saí de uma delas quando decidi engravidar e depois que meu filho nasceu, optei por uma só.


A escolha foi fácil porque o Viver tem uma proposta mais próxima do que eu acredito. Financeiramente foi difícil. Tive que buscar outras coisas. Por exemplo, eu ajudo na escola com projetos de ciências que me fazem passar mais tempo no colégio. Além disso, faço ilustrações para livros infanto-juvenis.  Ano que vem vou publicar um livro paradidático. Escrever livros é um complemento, mas eu gosto muito da sala de aula. Não penso em reduzir.


Estar em contato com as crianças, ver o processo de aprendizagem, o crescimento, tudo isso me encanta e me realiza muito.  Algumas pessoas têm um emprego para ganhar dinheiro e busca outra coisa para se realizar – eu encontrei as duas coisas na minha profissão.

Ligia Bartolomucci, professora de ciências no Colégio Viver

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