Estudo revela redução das desigualdades na educação brasileira

Diferenças entre sexos e raças foram amenizadas de 1992 a 2004

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A distância que separa homens de mulheres e brancos de negros no acesso à educação brasileira está menor. A conclusão é do sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), que elaborou um estudo comparativo baseado em cinco indicadores educacionais entre 1992 e 2004.




 




Partindo de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o estudo avaliou a média de escolaridade da população com mais de 25 anos, o índice de analfabetismo adulto, a freqüência escolar de crianças com idade entre sete e 14 anos e a taxa de defasagem e atraso entre os jovens de 10 a 14 anos.




 




No início da década de 1990, as mulheres começaram


em desvantagem em dois dos cinco indicadores: média de anos de estudo da população e taxa de analfabetismo adulto. Doze anos mais tarde, já superavam os homens em todos os quesitos analisados. Mas a distância que separavam os sexos diminuiu. De 1992 a 2004, a diferença a favor das mulheres caiu de 2,9 pontos percentuais para 0,9 no quesito freqüência escolar e de 8,6 para 6,3 na comparação entre as taxas de defasagem.




 




A diferença entre brancos e negros também reduziu, mas a desigualdade ainda é marcante. Em 1992, 2,3 anos de estudos separavam brancos e negros. Em 2004, essa diferença caiu para 2,1. De acordo com o sociólogo, os avanços mais notáveis foram verificados na população com idade entre sete e 14 anos. Nessa faixa etária, o ensino foi universalizado, além de haver drástica redução no índice de defasagem.




 




 




(Fonte: Folha de S.Paulo)





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