Escolas particulares de São Paulo paralisam atividades devido à greve geral

Alguns colégios da rede privada anunciaram cancelamento das aulas em respeito à adesão dos docentes ao movimento convocado para sexta-feira (28)

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Assembleia de professores realizada em 31 de março no vão livre do Masp | Crédito: Jesus Carlos/Imagens Latina

Assembleia de professores realizada em 31 de março no vão livre do Masp | Crédito: Jesus Carlos/Imagens Latina

Na próxima sexta-feira, dia 28 de abril, escolas particulares de São Paulo deverão cancelar suas atividades devido à adesão de professores à greve geral contra a reforma previdenciária e das leis trabalhistas. De acordo com o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), até ontem, cerca de 110 colégios da rede privada haviam aderido à paralisação.

A Escola Politeia, localizada na Água Branca, zona oeste da cidade, é um dos colégios que irá aderir à greve geral. A instituição já havia participado das paralisações dos dias 8, 15 e 31 de março. “Nossa proposta é bem crítica ao modelo de sociedade que temos hoje, então faz sentido nos juntarmos às lutas contra a reforma da previdência. E a comunidade de pais que atendemos, em sua maioria, concorda com essa postura”, afirma Carol Sumiê, coordenadora pedagógica do colégio.

Outras escolas, porém, se posicionam contra a greve, mas anunciaram cancelamento das atividades na sexta-feira em respeito à posição dos docentes. É o caso do Colégio Ítaca, também na zona oeste, que não terá dia letivo, mas receberá os alunos para atividades extracurriculares. “Teremos atividades lúdicas. Caso contrário, as famílias ficariam muito prejudicadas, muitos pais não teriam onde deixar os filhos”, explica Sonia Drucker, diretora administrativa do colégio.

O Sieesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) declarou, em comunicado oficial divulgado na segunda-feira (24), ser desfavorável à greve. Em nota, a Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar) também se posicionou contra a paralisação dos professores, afirmando que é importante “assegurar que o direito legítimo à manifestação pública não se faça em detrimento do direito de outros cidadãos em garantir a seus filhos a possibilidade de frequentar a escola nos dias letivos previamente marcados”.

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