Escolas enfrentam falta de acesso a obras literárias e insuficiência de acervos

Há três anos instituições da rede pública não recebem livros de literatura – e isso deve continuar até pelo menos 2020

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Escolas enfrentam falta de acesso a obras literárias e insuficiência de acervos

Foto: Shutterstock

Mas há três anos as escolas não recebem mais essas obras – e isso deve continuar até pelo menos 2020. O PNBE foi incorporado ao recém-criado Programa Nacional do Livro e do Material Didático. O mesmo destino teve o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Ou seja, a partir de 2020, haverá somente um programa para livros didáticos e de literatura. Resta saber se haverá apenas um edital para ambos e qual parcela do novo programa será destinada às obras literárias. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, esses detalhes serão definidos mais à frente. O edital de 2019 já foi publicado e não inclui literatura.

Sobre a mais recente edição do PNLD, o MEC informa que 97 coleções foram colocadas à disposição de docentes e diretores, que escolheram, como de praxe, com quais obras preferem trabalhar. Como o processo de compra ainda está em andamento, os valores não estão disponíveis. Em 2017, contudo, o valor de aquisição dos livros chegou a aproximadamente R$ 1,3 bilhão, 21% a mais que em 2016. Sobre essa comparação, vale considerar o fato de que as obras são utilizadas por um período de três anos pelos alunos. Assim, a cada ano o MEC prioriza uma etapa: anos iniciais ou finais do fundamental e ensino médio.

Além de retomar a compra de obras literárias, é preciso melhorar a distribuição e atender melhor às preferências de cada escola. Dados da Prova Brasil indicam que em 37% das escolas os livros foram insuficientes. Dos diretores, 23% responderam que os materiais chegaram com atraso. Em 91% das escolas, a escolha acontece com a participação dos professores.

Quando o livro chega à escola grafico 1

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