Engenharia faz bem à saúde

Alunos e professores do Centro Universitário FEI usam conhecimentos matemáticos para garantir uma gestão eficiente em hospital de São Paulo por Juliana Duarte Tornar …

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Alunos e professores do Centro Universitário FEI usam conhecimentos matemáticos para garantir uma gestão eficiente em hospital de São Paulo

por Juliana Duarte

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Tornar os processos hospitalares mais eficientes pode ajudar a salvar vidas. Unir os conhecimentos matemáticos à precisão da medicina é uma forma eficaz de garantir um bom atendimento aos pacientes, bem como uma rotina organizada. De olho nessa questão, o Centro Universitário FEI e o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor) firmaram um convênio de cooperação científica que prevê a otimização dos sistemas de recursos humanos e de materiais da instituição. Mantido pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação Zerbini, o hospital é referência em cardiologia e pneumologia.

Assinado em julho de 2012, o termo permite o intercâmbio de conhecimentos entre alunos, docentes e os médicos que atuam na área de pesquisa do hospital. O objetivo é criar soluções que assegurem excelência à programação cirúrgica, garantam melhor ocupação dos leitos e das salas de cirurgia e permitam uma gestão organizada. “Com planejamento é possível fazer mais e com menor risco aos pacientes”, afirma João Chang Junior, do Departamento de Engenharia de Produção e coordenador do programa na FEI. Segundo ele, a proposta é levar inovação à gestão do centro cirúrgico usando métodos de pesquisa elaborados com base em tecnologia da informação.

Sob coordenação dos professores da FEI, os trabalhos são desenvolvidos por alunos dos cursos de engenharia de produção, mecânica e elétrica (e também por aqueles que desenvolvem projetos de iniciação científica). Assim, os estudantes conquistam experiência ao lidarem com situações reais.

Quatro projetos já foram desenvolvidos. Um dos destaques é um modelo de gestão que permite a realização de um volume maior de cirurgias com o mesmo custo empregado anteriormente. O acordo entre as instituições também prevê a organização dos dados do InCor, preciosos para pesquisas e para o desenvolvimento de novos tratamentos.

Os resultados têm sido tão positivos que impulsionaram a aprovação de uma verba para compra de softwares e computadores. Concedido por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o incentivo ajudará nas pesquisas em prol de sistemas mais eficazes. “Nosso objetivo é evoluir cada vez mais e usar a engenharia a favor da saúde”, afirma Chang.

Raio X
Cooperação científica Fei e InCorHá quanto tempo existe o acordo: 2 anos

Projetos desenvolvidos: 4

Cursos envolvidos: 3 (engenharia de produção, mecânica e elétrica)

Dado importante sobre o InCor: 80% dos atendimentos são dedicados a pacientes com tratamento financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

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