Empreendedorismo na educação

Jovens empreendedores apostam no mercado educacional; veja como nasceu a ideia de abrir algumas startups em educação

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Descomplica
O professor de física Marcos Fishben sempre percebeu a necessidade de dar suporte aos alunos fora do horário escolar. “Mas muitas vezes não encontrava tempo para falar com todos”, afirma. A partir disso, surgiu a ideia de gravar algumas aulas em vídeo e disponibilizá-las na internet. O retorno foi tão grande que ele começou a desenvolver um plano de negócios para uma plataforma de aulas online e decidiu inscrevê-lo em um desafio de startups. “Um dos juízes me convidou a apresentar a ideia em um fórum no início de 2010. Após meses de negociação e o apoio de três investidores, demos início às operações, em março de 2011”, afirma. O Descomplica é hoje uma das ferramentas mais acessadas por quem está em fase de prestar Enem e vestibular. “Pensamos também naqueles estudantes que não têm condições de pagar um cursinho”, diz o fundador. O pacote mensal que dá direito às aulas custa R$ 22,49.
www.descomplica.com.br

Leia mais: o novo negócio da educação

Evobooks
Felipe Rezende e Carlos Grieco trabalhavam em uma empresa de consultoria que prestava serviços às secretarias de educação de diversas cidades. Durante a experiência, eles perceberam que tablets e notebooks eram mal aproveitados em sala de aula. “No Brasil, não havia material específico para atender a essa demanda, com foco nos ensinos fundamental e médio”, dizem. De olho nesse mercado, eles criaram a Evobooks em meados de 2011, empresa que produz livros e softwares educacionais em 3D. “Os alunos de hoje têm um nível de exigência e maturidade tecnológica muito maior. Temos de seguir essa tendência ao desenvolver os produtos. É muito bom ver o brilho nos olhos de cada um quando têm acesso ao nosso material”, contam. Para produzir o conteúdo, a startup segue as matrizes de referência dos exames elaborados e aplicados pelo Ministério da Educação. “Os professores são selecionados com muito cuidado”, afirmam. Hoje, cerca de 60 mil estudantes utilizam as ferramentas desenvolvidas por eles, que firmaram parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o governo do Amazonas e mais 15 instituições particulares.
www.evobooks.com.br

Neotrip
Fundada em 2010, a Neotrip desenvolve formatos de aulas práticas e divertidas para escolas e universidades. “Nosso objetivo é transformar a educação brasileira e renovar as instituições de ensino”, diz o fundador Mauricio Calazans. O conteúdo é elaborado por educadores de diversas áreas. “Nosso coordenador, Daniel Massa, é especialista em literatura infantil. Temos também mestres em geografia, história e física, entre outras disciplinas”, afirma. Entre as novas metodologias propostas pela Neotrip, Calazans destaca o projeto Vem que Vem, que tira as aulas da produção de texto da superficialidade. “Com situações concretas, como a criação de um tweet ou uma postagem no Facebook, é possível ensinar a fazer textos argumentativos”, diz. Outra iniciativa é Extrapolando!, que sugere aulas de campo mais imersivas, como visitas a tribos indígenas e à Floresta Amazônica, entre outros. “A ideia é formar o aluno além do conteúdo pragmático apresentado entre quatro paredes”, ressalta Calazans. Segundo ele, a startup atinge hoje 200 mil estudantes em diferentes estados.
www.neotripbrasil.com.br

Qranio
Quando era criança, Samir Iásbeck de Oliveira não gostava de estudar. “Mas eu adorava aprender”, conta. Para reunir essas duas atividades e incentivar a busca contínua por conhecimento, ele decidiu lançar o Qranio, um aplicativo de perguntas e respostas sobre temas variados. “A ideia é tornar o aprendizado divertido”, diz. Para ele, crianças e jovens podem usar tablets e celulares de uma forma muito mais produtiva do que acontece atualmente. “Há diversos jogos que consomem grande parte do tempo delas e não contribuem para nada”, afirma. Com o Qranio, o usuário responde a perguntas relacionadas ao universo educativo e, ao acertá-las, é recompensado com o QI, moeda virtual criada por Oliveira. “Firmamos convênios com diversas empresas. Então, quem acumular QIs pode trocá-los nas lojas cadastradas por prêmios variados, como jantares livros e diárias em hotéis”, explica. O Qranio tem hoje 606 mil usuários, 12 milhões de perguntas cadastradas e já distribuiu mais de 4 mil prêmios no Brasil. Presente em 171 países e em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e português de Portugal), a ferramenta está disponível para Android, iPhone e também pode ser acessada pelo Facebook ou por SMS.
www.qranio.com

EstudaVest
Ao ver o irmão estudar para o Enem e ter dificuldades em fazer diversos exercícios, Carlos Pirovani Neto Netto decidiu fazer algo em prol dos alunos que vivenciam essa fase. “Pensamos que poderíamos contribuir para uma educação melhor, ajudando o estudante a realizar o sonho de ingressar em uma boa universidade”, afirma. Depois de analisar o mercado, ele e o sócio, Vitor Pereira de Freitas, decidiram lançar a EstudaVest, uma plataforma de resolução de questões para alunos que prestarão Enem e vestibular. “No site, ele pode fazer provas, gerar simulados, acompanhar seu desempenho por meio de gráficos detalhados e ver sua posição no ranking nacional”, explica Netto. As questões disponibilizadas no produto são provenientes de avaliações anteriores aplicadas por universidades de renome, como a USP e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Atualmente, o site conta com 20 mil usuários. “O retorno é muito positivo. Que bom ver que podemos fazer a diferença na vida de pessoas que estão começando algo”, afirma.
www.estudavest.com.br

 

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