Elizangela Maria<br>dos Anjos

A formação do professores de inglês

Compartilhe
, / 859 0




 




Elizangela Maria dos Anjos





O professor de língua estrangeira carece de aprimoramento para estar em interação com os avanços na área da educação e da lingüística. As pesquisas científicas têm trazido grandes contribuições para um redimensionamento da prática pedagógica no ensino da língua inglesa.




Tal reflexão é relevante quando se entende que o desenvolvimento da competência técnica do profissional é um dos requisitos para a melhoria da qualidade do ensino. Algunsprofissionais, sensíveis ao problema, utilizam materiais didáticos para ter um apoio em suas aulas. Mas há aqueles que ainda resistem às inovações, preferindo os modelos tradicionais de aprendizagem.



As necessidades instrucionais significam aplicação e prática intensiva das chamadas habilidades de pensamento (como sabemos, tais habilidades se desenvolvem principalmente na infância), como as habilidades de investigação, raciocínio, conceituação, análise, formulação e tradução.


A prática destas habilidades está contida na maioria das atividades propostas em um contexto de ensino a ser efetivado em sala de aula: os jogos de adivinhação (
guessing games

), treino e jogos de fonética (
phonics and singing

), reconhecimento de palavras em contextos específicos (
vocabulary training

).

Tais atividades promovem uma análise contrastiva que a criança naturalmente estabelece entre as duas línguas (principalmente na fase de interlínguas). Além das formulações de hipóteses, conexão de idéias, seqüência e imaginação em contos (
story-telling

). Estes são apenas alguns exemplos das atividades que podem ser desenvolvidas em uma aula de inglês.


Nota-se, ainda, que reforçam as afirmações de pesquisadores em lingüística aplicada, como Hamers e Lambert (1977), de que a educação bilíngüe promove maior flexibilidade de pensamento; e Haynes e Baker (1993) que complementa, afirmando que o pensamento no contexto educacional bilíngüe torna-se mais criativo e relativista.


Com estas aprendizagens, os alunos estabelecem relações significativas entre os conhecimentos previamente construídos e os apresentados em sala: diversidade de textos, diferentes formas de apresentação das atividades, investigação científica e discussões das contradições.


Ainda, para o desenvolvimento da criatividade, por meio do trabalho do professor, o aluno aprende a utilizar um método de desenvolver habilidade funcional. É o que a lingüística moderna denomina de


language acquisition



(assimilação natural). É um processo equivalente ao de assimilação da língua mãe pelas crianças. Consiste em reaprender a estruturar o pensamento, desta vez nas formas de uma nova língua. Privilegia-se a audição à visão. O aluno se aprimora de acordo com seu próprio ritmo, num processo que produz habilidade prática, comunicação criativa, e não necessariamente conhecimento. O aprendiz torna-se protagonista e não meramente um espectador, e sua realidade faz parte do contexto em que a comunicação ocorre. Ensino e aprendizado são vistos como atividades que ocorrem num plano pessoal-psicológico.


O ensino de uma língua estrangeira, na educação infantil, potencializa o desenvolvimento das principais habilidades de pensamento, essenciais para o bom desenvolvimento acadêmico e social do indivíduo até atingir a idade adulta, principalmente num mundo em pleno processo de globalização econômica e de pluralidade cultural.


Já o confronto das realizações dos alunos é um momento em que as interações professor/aluno e aluno/aluno podem assumir variadas formas. O professor deverá, em cada situação, refletir sobre quais são os objetivos principais da sua aula, que tipo de perguntas colocar, como exercer o seu papel de moderador e como promover uma participação generalizada dos alunos. Bem, isto cabe para professores de todas as disciplinas. Educadores, na mais completa acepção da palavra.


O professor tem um papel fundamental ao  iniciar e dirigir a sua aula, pois um dos principais objetivos é  motivar e envolver cada um dos alunos, despertando assim o interesse pela matéria. O diálogo em sala de aula é, na maior parte dos casos, conduzido pelo professor, mas será frutífero se promover interações aluno/aluno. Para fomentar o diálogo, o professor não deve provocar inibições, mas sim colocar questões provocadoras que o aluno venha a pensar e refletir em língua estrangeira.



Enfim, o professor tem que incentivar os alunos a perceberem a utilidade da Língua Inglesa, e não deixar que eles minimizem o papel dela na sua formação.





*





Elizangela Maria dos Anjos é graduada em Letras pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS)



 


Comentários

comentários

PASSWORD RESET

LOG IN