Educadores em perspectiva

Pesquisa da OCDE compara docentes e diretores de escolas de 34 países

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Os professores brasileiros são, em sua maioria, do sexo feminino e têm, em média, 13,6 anos de experiência em sala de aula. As informações são da edição 2013 da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey – TALIS), coordenada mundialmente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, o levantamento é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O objetivo da pesquisa é mostrar as condições de trabalho dos professores e o ambiente de aprendizagem nas escolas para amparar decisões de políticas públicas no setor. Um total de 106 mil professores, de 34 países (24 países da OCDE e outros dez países parceiros, como o Brasil), respondeu aos questionários aplicados. No Brasil, foram entrevistados 14.291 professores dos anos finais do ensino fundamental e 1.057 diretores.

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Em perspectiva, verifica-se que os educadores brasileiros têm condições mais precárias de trabalho. Aqueles que detêm um contrato permanente representam 76,5% do total, enquanto a média mundial é de 82,5%. O número de alunos por professor também é maior: 30,8 contra 24,1% no geral (veja mais abaixo).

Os diretores também foram analisados. No Brasil, eles têm, em média, 7,3 anos de experiência à frente do cargo e 14,2 anos como docente, enquanto a média mundial é de 8,9 anos e 20,7 anos, respectivamente. Sobre o universo que gerenciam, eles têm 33,8 professores abaixo deles, enquanto a média mundial é de 45,5 educadores. O número de alunos por estabelecimento é maior, contudo: 586 estudantes contra 546,4 nas demais nações.

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