Educação e desenvolvimento

FNESP | Edição 202 17º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (Fnesp) reúne especialistas nacionais e internacionais para debater temas ligados à economia …

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FNESP | Edição 202

17º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (Fnesp) reúne especialistas nacionais e internacionais para debater temas ligados à economia da educação

Getty ImagesAssim como no plano individual mais anos de escolaridade costumam significar possibilidade de melhor remuneração profissional, no âmbito dos Estados nacionais a sofisticação dos sistemas educacionais gera ambientes econômicos mais complexos e inovadores. Para chegar a eles, é preciso potencializar a eficiência dos investimentos e, paralelamente, aumentar o capital cultural da população.

Unindo-se essas pontas, a imbricação entre economia e educação é fator de geração de valor para a sociedade. Tendo em vista a construção desse processo em moldes mais efetivos num cenário de crise econômica e de desejo de construção da tão falada Pátria Educadora, o

17º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (Fnesp), organizado pelo Semesp, terá como tema central a economia da educação.
Criada no pós-guerra nos Estados Unidos, a disciplina de economia da educação surgiu como uma tentativa de entender o impacto dos componentes educacionais na questão da produtividade, além de buscar atribuir um valor econômico à educação. Com a crescente percepção de que a educação tem grande influência sobre a atividade econômica, procurou-se medir e maximizar os resultados dos investimentos públicos e privados no setor.

Segundo Fábio Garcia dos Reis, professor e diretor do Centro Universitário Salesiano (Unisal) de Lorena (SP) e organizador do evento, a programação oferecerá distintas perspectivas sobre as relações entre economia e educação, partindo de uma análise mais ampla do cenário econômico do país neste momento e chegando ao ponto de vista dos jovens universitários ou aspirantes à universidade.

“Teremos na palestra de abertura do evento a presença do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, um nome respeitado em todos os segmentos políticos, que traçará um panorama da economia, passando pelo impacto da atual crise e chegando aos investimentos mais eficazes em termos de resultados”, ressalta o organizador. Meirelles foi o mais longevo presidente do Banco Central, ocupando o cargo nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, acrescenta que a escolha de Meirelles  se dá num momento em que “a principal função da educação superior é formar o capital humano necessário para o desenvolvimento do Brasil e para a melhoria da produtividade nas organizações públicas e privadas”.

Em complemento a esse cenário, o evento abordará ainda temas como o papel das instituições de ensino superior na formação de pessoas e o uso de tecnologia (veja a programação completa na pág. 20). No fechamento, espera-se que o ministro Renato Janine Ribeiro venha palestrar sobre “O papel estratégico da educação para a sociedade” .

Possível inflexão

Os debates ocorrem num momento-chave para a educação: o Plano Nacional de Educação prevê o aumento gradativo dos investimentos públicos em educação, devendo chegar a 10% do PIB em 2024. A concretização dessa meta poderá dar uma guinada no setor, desde que não seja desperdiçada. Como diz o economista Ricardo Paes de Barros, entrevistado da edição de agosto de Ensino Superior, o ideal é que as autoridades públicas possam garantir a efetividade dos resultados.

Ao ensino superior está reservado protagonismo nesse processo. “O PNE contribuirá com o aumento da demanda pela educação e com o desenvolvimento do país, e as instituições de ensino superior exercerão um papel estratégico fundamental, sendo responsáveis pela geração de empregos, investimentos em infraestrutura e impacto nas economias local, regional e nacional”, resume Capelato.

Dirk Van Damme, do Centro de Pesquisa Educacional e Inovação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). aportará ao evento análises sobre o impacto do ensino superior na economia. Na mesma mesa, Joana Mostafa, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), falará sobre educação e redução das desigualdades econômicas.

Na mesa sobre sistemas de educação, Diego Ambasz, pesquisador do Banco Mundial, falará sobre organização dos sistemas, incluindo aspectos legais, e Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, discorrerá sobre a educação brasileira e possíveis caminhos para sua melhoria.

Na questão da formação docente, tema central que educação superior e básica compartilham, Denis Mizne (Fundação Lemann), Gustavo Ioschpe (economista) e Ana Maria Diniz (Instituto Península) destacarão o papel das universidades.

A mesa sobre inovação terá palestras de Vidal Martins, da PUC-PR, e John O´Brien, da Educase. As mesas de debates se encerram com a apresentação de pesquisas e olhares acerca da visão dos jovens sobre a educação e suas expectativas de como deve ser uma universidade instigante.

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