Clássico reeditado

Livros!, de 1962, apresenta ao público infantil o encanto das obras impressas e faz uma homenagem à literatura

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Com a popularização dos tablets e leitores digitais, o público em idade escolar vem sendo apresentado cada vez mais cedo a obras digitais. Hoje, há crianças que até preferem ler um livro virtual por estarem mais habituadas com o formato. Estas, provavelmente, não tiveram ou tiveram muito pouco contato com as obras impressas. Mas o relançamento de Livros! pode servir ao propósito de apresentar ao público infantojuvenil o charme e as singularidades que só as histórias contadas em papel têm.

Publicado pela primeira vez em 1962, o título é assinado pelos americanos Murray McCain (texto) e John Alcorn, grande nome do designer gráfico. É dele o cartaz do filme Amarcord, de Federico Fellini. Considerada uma declaração de amor aos livros, à literatura e ao próprio ato de ler, o que a torna interessante para os adultos também, a obra esmiúça todos os aspectos da produção literária usando uma linguagem informal que fala diretamente com o leitor.

O que é um livro? Que cara ele tem e o que ele faz? Ele fala com você? Que sensação ele dá e o que está escrito nele? Se você latir, ele sai correndo? É com essas perguntas que McCain começa sua narrativa, que fala sobre como as histórias podem ser contadas – a lista é extensa e inclui magos, rodas-gigantes, navios de guerra, princesas, a Amazônia –, quais são os gêneros possíveis – para colorir, para aprender a cantar, etc. –, como os livros são produzidos e quem são os atores envolvidos em seu processo, que começa com a escrita e termina na livraria.

Os aspectos visuais também são abordados para que os leitores percebam que as obras têm um lado externo e interno, que as capas geralmente expressam o que vem dentro, que as fontes e a cor da tinta podem variar e até que há uma costura no acabamento. As palavras, que têm importância fundamental, são analisadas e classificadas. Como escreveu McCain, há palavras difíceis (planetário, ora-pro-nóbis, Pixinguinha), alegres (aniversário, lanterna, beijo), que nos fazem pensar (mãe, mágica, subtrair), entre outras.

Ao final, depois de percorrer toda a história e as divertidas ilustrações de Alcorn, os autores declaram que o leitor conheceu o que é um livro, um objeto que pode ser amado, como demonstraram os criadores deste clássico.

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