Cartilhas orientam sobre como ajudar pessoas em risco de suicídio

Veja o que especialistas aconselham fazer (e evitar) nas relações de ajuda de pessoas que querem atentar contra a própria vida

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Cartilhas oferecem informações importantes sobre prevenção do suicídio. (Crédito: Shutterstock)

Cartilhas oferecem informações importantes sobre prevenção do suicídio. (Crédito: Shutterstock)

As cartilhas Suicídio – Informando para Viver, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), e Suicídio – Saber, Agir e Prevenir, do Centro de Valorização da Vida (CVV) e do Ministério da Saúde, são leituras importantes para profissionais e educadores em busca de informações sobre suicídio. Nelas, os especialistas analisam estatísticas, dados, mitos e verdades sobre o comportamento do suicida. E alertam: tentar – ou mesmo conseguir – tirar a própria vida é fruto de uma combinação de fatores tão variados que ninguém deve sentir-se culpado por não ter percebido essa tendência em alguém próximo de si. “O objetivo é fornecer informações sobre o tema para ajudar a identificar pessoas em risco e a prevenir o ato”, explicam os profissionais da ABP.

Para ver as principais informações da cartilha Suicídio – Informando para Viver, clique aqui.

Abaixo, confira as principais orientações reunidas pelos estudiosos em Suicídio – Saber, Agir e Prevenir:

O que nunca se deve fazer com uma pessoa em risco de suicídio…

Condenar ou julgar – Coisas como “isso é covardia”, “é loucura”, “é fraqueza” são tudo o que não deve ser dito. A última coisa que alguém fragilizado precisa ouvir é uma frase ou palavra que o enfraqueça ainda mais.

Banalizar as justificativas apresentadas – “É por isso que quer morrer?” “Passei por coisas bem piores e não me matei.” Esqueça isso. Se o mundo acha que o meu problema é nada, talvez não valha a pena mesmo viver.

Opinar e dar sermão – “Você quer chamar a atenção”, “te falta Deus” ou “isso é falta de vergonha na cara” e “tantas pessoas com problemas mais sérios do que o seu; siga em frente” são julgamentos e comentários terríveis, violentos, grotescos, neste momento. Se não pode apoiar, não reduza o interlocutor a algo ainda menor do que ele está sentindo.

Clichês de incentivo – “Levanta a cabeça, dê a volta por cima e deixe disso.” “Pense positivo.” “A vida é boa.” Imagine quantas vezes ele próprio repetiu essas platitudes para si mesmo. Se não solucionou, não haverá de ser eficiente com a sua repetição.

… e o que pode – e deve – ser feito

– Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio – Deixe a pessoa saber que você está lá para ouvir. Ouça-a com a mente aberta e ofereça o seu apoio com calma e equilíbrio.

– Incentive a pessoa a procurar ajuda profissional – Assuma como um compromisso utilizar todas as suas habilidades para colocar essa pessoa na mão de um profissional de saúde, de preferência um especialista na área. Oito em cada dez pessoas que se suicidaram não tiveram contato com um psiquiatra, psicólogo ou psicanalista nos seis meses anteriores à morte. O ideal é acompanhar a pessoa, pelo menos, na primeira consulta.

– Se concluir que a pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de emergência, serviço telefônico de atendimento a crises, profissionais da área ou consulte familiares dela.

– Se a pessoa vive com você, assegure-se de que não terá acesso a meios ou ferramentas para atentar contra a própria vida (armas, pesticidas, cordas, objetos capazes de furar ou cortar e medicamentos).

– Permaneça em contato. Acompanhe o que a pessoa faz e como está.

Fonte: Cartilha Suicídio – Saber, Agir e Prevenir, do Centro de Valorização da Vida (CVV) e Ministério da Saúde – http://docplayer.com.br/54477759-Suicidio-saber-agir-e-prevenir.html

Leia mais:

Suicídio: prevenção requer informação e vigilância por parte de famílias e escolas

 

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