Capacitação e colaboração são pontos-chave para melhorar gestão de redes de ensino

Em seminário, especialistas debateram aspectos que devem ganhar atenção na gestão pública escolar

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Mesa debateu gestão da rede pública. Da esquerda para a direita: José Lopes Cortes Verdasca, professor e membro do centro de investigação em educação e psicologia da Universidade de Évora; Fernando Luiz Abrucio, professor e pesquisador da FGV; Henrique Paim, ex-ministro da Educação, mediador da mesa; e Izolda Cela, vice-governadora do Ceará (Crédito: Divulgação/Instituto Unibanco)

Mesa debateu gestão da rede pública. Da esquerda para a direita: José Lopes Cortes Verdasca, professor e membro do centro de investigação em educação e psicologia da Universidade de Évora; Fernando Luiz Abrucio, professor e pesquisador da FGV; Henrique Paim, ex-ministro da Educação, mediador da mesa; e Izolda Cela, vice-governadora do Ceará (Crédito: Divulgação/Instituto Unibanco)

Melhorar a gestão das redes de ensino passa fundamentalmente pela capacitação de profissionais para atuar na área e pela colaboração entre estados e municípios. Essa foi uma das conclusões da mesa de debate Gestão de redes públicas: competências sistêmicas para alinhamento, corresponsabilização e participação, realizada em 27 de setembro durante o 3º Seminário Internacional de Gestão Escolar, em São Paulo.

“Excelentes programas só dão certo se as pessoas estão capacitadas e tem clima para fazer os melhores caminhos”, afirmou Fernando Luiz Abrucio, professor e pesquisador da FGV e coordenador de graduação em administração pública. Para isso, ele destacou a importância de investir na formação de gestores e melhorar os mecanismos de seleção desses profissionais para atuar nas secretarias, nas diretorias regionais de ensino e nas próprias escolas.

Izolda Cela, vice-governadora do Ceará e ex-secretária de educação do estado, que também participou da mesa, concordou. “Para termos processos de gestão suficientemente articulados e comprometidos com a equidade, com altas expectativas, minha ficha vai no desenvolvimento de gestores”, disse. A vice-governadora apontou também outros fatores importantes para uma gestão bem-sucedida, como a definição de prioridades e metas, a garantia de insumos  para as escolas e políticas de reconhecimento e incentivo. O Ceará é considerado por especialistas como o mais bem-sucedido caso de cooperação entre os entes federativos.

Os especialistas também reforçaram a necessidade de estados e municípios atuarem de forma mais colaborativa. “A crise fiscal vai demorar para sair da agenda”, pontuou Abrucio, lembrando de uma das principais dificuldades dos municípios atualmente.

José Lopes Cortes Verdasca, professor e membro do centro de investigação em educação e psicologia da Universidade de Évora, terceiro integrante da mesa, falou sobre o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar do Ministério da Educação de Portugal, do qual é coordenador. O programa, criado em 2016, tem a colaboração como um dos seus principais aspectos e permite que grupos de escolas façam propostas de planos de ação estratégica adequados aos contextos locais, além de receberem acompanhamento e formação para seus profissionais. “Estamos tentando fazer-se apropriar a ideia de que a condição natural da escola é o sucesso”, resumiu Verdasca sobre o objetivo do programa.

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