Base Nacional Comum Curricular vai redirecionar a educação do país, defende professor Cipriano

A segunda etapa do Grande Encontro da Educação falou também sobre inovação

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BNCC e a opinião do professor

Cipriano é graduado em Filosofia, bacharelado em Teologia, tem licenciatura em Pedagogia, mestre em Filosofia e doutor em Educação (foto: Gustavo Morita)

Base Nacional Comum Curricular na visão do professor e inovação na educação compuseram o restante das palestras da manhã do Grande Encontro da Educação 2018, realizado em São Paulo. O encontro que começou hoje vai até amanhã, 28.

O Pof. Wagner Cipriano foi o responsável por interpretar, com um olhar pedagógico, a BNCC. Ele acredita que a Base vai redirecionar a educação no Brasil, uma vez que a educação nunca foi pensada para todos. Segundo Cipriano, a BNCC é uma tentativa de fazer uma correção de um problema estrutural do país.

O professor contextualizou que a sociedade construiu escola, deu acesso, merenda, livro didático; e agora falta aprimorar a qualidade da educação.

“O fato de estarmos escolarizando a população não significa que essas pessoas estão se escolarizando. A Base é algo histórico. Isso daqui [Brasil] é do tamanho de um continente e é a primeira vez na história que conseguimos pactuar uma base de conhecimento para todos”, afirma.

Sobre conceitos chaves na educação que o país ainda tem que trabalhar, Cipriano objetivo, “temos que repensar o que é projeto de vida e protagonismo juvenil”.

Finalizou indicando para leitura os seguintes livros: “Imagens Quebradas”, de Miguel Arroyo, “O desaparecimento da infância, de Neil Posman e o clássico “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carrol.

A BNCC é um documento que orienta o caminho que as escolas devem seguir ao longo das etapas de ensino. Devido às mudanças que ela sofreu e vem sofrendo ela não teve como não fazer parte do encontro.

Inovação na educação

Em um mundo globalizado, há uma demanda por um sistema bilíngue que para a diretora executiva do Grupo SEB, Thamila Zaher, não deve ser ignorado. Pensamento computacional, influência digital e espaços de aprendizagens fora do tradicional são outros pontos que devem ser compreendidos, e com isso, fazer a educação se inovar e não ficar estagnada.

Inovar na educação

Diretora executiva do Grupo SEB, Thamila Zaher, mostrou que eles não têm medo de olhar para o futuro (foto: Gustavo Morita)

A prática do ensino, segundo a diretora, precisa ser modificada. “Não dá para entender que o computador é um inimigo nosso… precisamos entender que a digitalização está a nosso favor”, defende.

A palestrante defende que os pais são indispensáveis quando se pensa em inovação, uma vez que a escolha na educação vem deles. “Sabendo disse criamos ‘a comunidade de pais’. Que é trazer os pais para dentro de alguns aspectos da escola para eles contribuírem com o contexto. O pai tem que entender porque estamos fazendo aquilo”.

Entre as dificuldades da relação com os pais está que eles sempre têm palpites e poucas certezas, avalia Thamila. “Escolas para pais é outra coisa que tem efeito. Trazer conteúdos relevantes aos pais para eles contribuírem na educação dentro e fora da sala de aula é outra saída”.

Essas decisões estão sendo tomadas, pois as instituições compreendem que o quanto mais o pai está engajado na escola mais ele terá a certeza de que a decisão dele em relação à escola é a certa. “Com isso a retenção diminuirá”, afirma.

Antônio Rios, Superintendente da FTD, também palestrou no Grande Encontro. Enxerga a inovação como um design organizacional. “Inovar não é necessariamente criar novas ideias. É você ter uma estrutura que faça sentido a esse movimento, com um processo alinhado a isso, pessoas preparadas e aculturadas, liderança que patrocine esse processo, pois a resistência à mudança existe”. Antônio acredita que se não tiver uma liderança forte, que consiga orientar essas pessoas a ideia não será colocada em prática.

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A expansão das escolas bilíngues no Brasil

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