Espelho, espelho meu

Black Mirror propõe futuro indeterminado, mas bem próximo do nosso presente

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black mirror

Crédito: Divulgação

Ela foi ao ar, quietinha, em dezembro de 2011. O impacto da primeira temporada levou à segunda, em 2013. Pouco depois, já havia se tornado uma série cultuada em diversos países, graças a uma incômoda provocação: propor um futuro indeterminado, mas bem próximo do nosso presente, no qual a tecnologia aprofundou alguns traços comportamentais que já vivemos.

Ela é Black Mirror – título que sugere um espelho sombrio da sociedade de consumo ocidental. Criada pelo inglês Charlie Brooker e hoje disponível no Netflix, compreende apenas 19 episódios distribuídos por quatro temporadas. Cada episódio equivale a um telefilme, com personagens e tramas independentes um do outro.

É possível, portanto, entrar em Black Mirror pela porta de qualquer episódio e vê-los em ordem aleatória. Garanto que você nunca mais olhará para o seu smartphone do mesmo jeito. Mas recomendo, para lenta e apropriada imersão em seu universo peculiar, começar pelo início. O primeiro episódio, O Hino Nacional, aborda a política em tempos de redes sociais, de vídeos que se tornam virais e de reputações que rapidamente chegam ao esgoto. É amanhã, mas é hoje.

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