Biblioteca de práticas e reflexões

Lançamento voltado a professores dos anos iniciais do ensino fundamental foca o tema da alfabetização e do letramento

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Ilustração de Marco Antonio Godoy em Alfabetizar letrando com a literatura infantil

Você contribui para desestigmatizar o espaço da biblioteca escolar como um silencioso depósito de livros? Que lugar tem dedicado à tradição oral, aos quadrinhos e aos livros sem texto nos processos de alfabetização? Até que ponto a literatura tem sido vista e tratada em suas aulas como metáfora social? Com o objetivo de suscitar reflexões críticas entre os educadores dos primeiros anos do ensino fundamental, acaba de ser lançada, pela editora Cortez, a Biblioteca básica de alfabetização e letramento. A coleção, composta por quatro títulos, tem entre suas propostas estimular análises dessa natureza, bem como servir de suporte aos educadores que atuam nessa etapa do ensino. Esse objetivo está ancorado na sugestão de atividades e projetos selecionados e comentados pelos autores e na oferta de textos analíticos sobre diferentes tópicos relacionados com o processo de alfabetização e letramento.

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Em um dos títulos da série, Na trilha da gramática – Conhecimento linguístico na alfabetização e letramento, o autor Luiz Carlos Travaglia descreve como trabalhar o conhecimento linguístico, que não se resume a teorias gramaticais, como enfatiza o especialista. Alfabetizar letrando com a literatura infantil, de Fábio Cardoso dos Santos e Fabiano Moraes, destaca características específicas da literatura infantil e, entre outros pontos, comenta como os clássicos podem ganhar novas abordagens em sala de aula.

Alfabetizar letrando com a tradição oral traça um breve panorama das relações da literatura infantil com a tradição oral e por que cantigas, mitos, provérbios, fábulas, lendas, etc. em sala de aula são importantes para conectar “os saberes escolares e os saberes dos alunos”. O título é assinado por Lenice Gomes e Fabiano Moraes. Finalmente, o papel das bibliotecas e das salas de leitura é tratado em Alfabetizar letrando com a biblioteca escolar, de Marcela Mendonça Amorim, Eduardo Valadares e Fabiano Moraes, que também se debruçaram sobre o uso de outros gêneros literários, como os livros sem texto, os HQs e os livros sobre arte.

Reafirmando o caráter pragmático da coleção, os leitores ainda encontram ao final de cada capítulo sugestões de livros relacionados com o assunto trabalhado previamente, assim como uma bibliografia básica para complementar a leitura e a pesquisa.

OUTRAS LEITURAS

Vó Coruja, de Daniel Mundukuru e Heloisa Prieto (Companhia das Letrinhas, 36 págs., R$ 29,50)
Em um dia de comemoração na aldeia, Dona Irani fascina seus netos e amigos provenientes da cidade com a narrativa de contos mágicos de várias tribos indígenas. O momento especial fez com que ela percebesse que, apesar das diferenças entre os presentes, as tradições ainda podiam unir e encantar a todos.

Cornélius e o armazém de impossíveis, de Carles Sala i Vila (WMF Martins Fontes, 176 págs., R$ 29,90)
Torto é um povoado muito diferente dos demais: nada é plano por lá. As paredes das casas são inclinadas, assim como os postes de luz. Até as pessoas parecem andar um pouco tortas. As coisas ficam mais estranhas quando se mudam para lá o menino Tobias e Cornélius, que inauguram um armazém fantástico.

Eu só Só eu, de Ana Saldanha e Yara Kono (Peirópolis, 34 págs., R$ 38)
A vida de uma menina sem irmãos que não precisa dividir seus brinquedos com ninguém e tampouco a atenção e o carinho dos pais. Tudo isso muda quando ela ganha um irmão e vislumbra o prazer de compartilhar momentos com outra pessoa. A história, segundo a autora, é um alerta contra o mundo individualizado.

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