Bett Educar mostra a força da música para encantar e incluir

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Bett Educar mostra a força da música para encantar e incluir

Maestro e professor, Sidney Lissoni criou uma escrita musical simples, que pode ser feita em relevo para deficientes visuais. O método Lissoni também ajuda crianças com dislexia, discalculia, além de servir para todos que desejam aprender música. Sua palestra é uma das quatro sobre o tema Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

A criação da nova forma de escrita musical se iniciou quando Lissoni era ainda um menino de apenas 9 anos. “Tinha dificuldade em quantizar as durações das notas e pausas. Então, comecei a fazer uma série de semicírculos na horizontal, que servem de tempos (cada um é um tempo), e marcar nestes semicírculos os momentos em que se iniciam as notas e as pausas, assim eu conseguia ver a duração real de cada uma. Depois eu transcrevia para a partitura convencional”, conta ele, que tocava instrumentos diversos desde os 4 anos.

Mas foi ao se tornar professor de música e assumir turmas com deficientes visuais, em 1992, que percebeu que a sua escrita seria uma ferramenta de inclusão. “A musicografia em braile é muito difícil; precisa de oito signos para formar uma nota. Foi então que comecei a usar a minha escrita em relevo – e eles aprenderam”, lembra-se.

Na prática, o maestro percebeu que o método também contribuia para a aprendizagem de crianças com déficit intelectual, com dislexia ou discalculia, além de servir para todas as demais crianças. Aos poucos, foi conquistando reconhecimento. A escrita Lissoni entrou no projeto Alfabetização Solidária, foi ensinada em capacitações do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) e, mais recentemente, foi aprovada pela Ordem dos Músicos para o ensino musical.

Em suas palestras, Lissoni busca quebrar alguns paradigmas sobre tanto sobre o poder da música quanto sobre a educação inclusiva. “A música trabalha com diversas áreas do cérebro, produzindo várias sinapses (conexões neurais) que com outros métodos não são feitas. Há casos em que os deficientes visuais passaram a ter com certa exatidão a noção de espaço”, explica. “Mas defendo que tudo o que serve para o cego, tem que servir para o vidente também, porque a música é para todos”.

Do blog Bett Educar 

 

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