‘Auto de resistência’ é caso clássico de filme-denúncia

Longa joga luz sobre o elevado número de homicídios praticados pela polícia contra civis no Rio de Janeiro

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mortes praticadas pela polícia

Mães em luta para provar a inocência de seus filhos e apurar mortes provocadas por policiais (foto: divulgação)

Exibido pela primeira vez na 23ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, em abril deste ano, Auto de resistência continua a fazer carreira nos cinemas do país ao mesmo tempo em que chega às plataformas de streaming. É um caso clássico de filme-denúncia, jogando luzes sobre o elevado número de homicídios praticados pela polícia contra civis, no Rio de Janeiro.

O título se refere às situações em que essas mortes são justificadas pelos policiais como ação em legítima defesa. Não é, contudo, o que transparece nos casos reconstituídos e nos julgamentos acompanhados pela equipe de Natasha Neri e Lula Carvalho, que assinam a direção do filme. As versões conflitantes de policiais e de testemunhas, bem como provas documentais, apontam para um outro cenário.

Auto de resistência apresenta mães que lutam para provar a inocência de seus filhos e mostra debates entre os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito formada, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, para apurar o alto índice de mortes provocadas por policiais. “Registramos processos sociais complexos que revelam as engrenagens do Estado em ação”, dizem os diretores. “O veredicto final está nas mãos da sociedade.”

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