Audiovisual nas escolas públicas

Os cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi vão realizar oficinas nas escolas

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Divulgação

Depois de dez anos na estrada exibindo filmes para populações sem acesso a salas de cinema, os cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi vão se dedicar à realização de oficinas de produção audiovisual em escolas públicas (foto). Para empreender a iniciativa, a dupla fundou o Instituto Buriti e selecionou dez instituições em todo o Brasil. “O audiovisual é uma ferramenta simples e barata capaz de ajudar a escola a se renovar, oferecendo aos alunos e professores a possibilidade de se expressarem, de aprenderem a trabalhar em grupo, de dominarem novos repertórios e sintaxes afinados com os novos tempos e, principalmente, desenvolverem pensamento crítico e valores éticos”, fala Bolognesi, que recentemente dirigiu Uma história de amor e fúria, produção premiada no Festival de Annecy, considerado o Cannes da animação.

A ideia é que professores e alunos aprendam a realizar curtas-metragens, filmes, animações, etc., e a usar o audiovisual como suporte para diversas atividades. As equipes responsáveis pelos treinamentos permanecerão nas escolas por tempo determinado, mas espera-se que os estudantes e docentes deem continuidade ao projeto de forma independente. Por isso, todo o trabalho será feito com câmeras de celulares e de máquinas portáteis comuns. A maioria das escolas foi selecionada pelos próprios cineastas, que recentemente gravaram o documentário Educação.doc., sobre escolas públicas em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano que oferecem ensino de qualidade, tendo como parâmetro o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. A produção está sendo exibida na TV Globo.

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