Assista ao filme, ajude as crianças

Longa-metragem tem sua renda revertida para ao Unicef

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Sérgio Rizzo



São raríssimos os casos em que assistir a um filme, desde que o espectador compre ingresso ou adquira cópia em DVD, representa pequena contribuição financeira para o combate aos problemas apresentados por ele.
Crianças Invisíveis

(Itália/França, 2005, 116 min., R$ 36,90) é um deles.


 


Concebido pelos produtores italianos Chiara Tilesi e Stefano Veneruso, esse longa-metragem em episódios tem sua renda revertida para o Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude (Unicef) e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O objetivo do projeto era chamar a atenção para “os problemas da infância em todo o mundo” e as “dificuldades da condição infantil nas mais diversas regiões”.


 


O título trabalha com a idéia das crianças que existem, mas que ninguém parece ver (e com elas se importar). As sete histórias contadas pelo filme exploram esse conceito, a começar pelo episódio brasileiro,
Bilu e João

, realizado pela cineasta paulista Kátia Lund (co-diretora do documentário
Notícias de uma Guerra Particular

, com João Moreira Salles, e de
Cidade de Deus

, com Fernando Meirelles).


 


As personagens (interpretadas por Vera Fernandes e Francisco Anawake de Freitas) são crianças que perambulam por São Paulo atrás de caixas de papelão, latas vazias, pregos e outros materiais que possam vender. O dinheiro vai para a família, mas Bilu e João arrumam também um jeito de realizar um pequeno sonho. Embora a realidade seja dura, Kátia usa uma abordagem que mescla realismo, humor e poesia.


 


Entre os demais cineastas convidados pelos produtores, o bósnio Emir Kusturica (
Underground – Mentiras de Guerra

) fala de crianças ciganas, o norte-americano Spike Lee (
Faça a Coisa Certa

) trata do drama da Aids, o inglês Ridley Scott (
Blade Runner, Gladiador

) denuncia o envolvimento infantil em guerras e o chinês John Woo (
Missão Impossível 2

) lembra as diferenças de classe.


 

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