Aprendendo com a EJA

Editoras ainda estão trilhando o caminho, mas apostam no material específico para a EJA como um segmento de interesse e desafios

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O mercado editorial ingressou mais fortemente na produção de material para a educação de jovens e adultos nos últimos anos, com a inclusão da EJA no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em 2009. Desde então, foram realizadas duas licitações pelo PNLD, em 2011 e 2014, para a escolha dos livros que entrariam no programa. Segundo informações do Ministério da Educação, neste ano, 3.535 municípios brasileiros aderiram ao PNLD/EJA 2013/2014 (63,5% do total de cidades do país). Ainda de acordo com o MEC, os que não aderiram, mas possuem matrículas de EJA no Censo Escolar, também receberão os livros do programa.

Antonio Luiz Rios da Silva, presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), entidade que representa as editoras de livros educativos do país, explica que o segmento é muito interessante e desafiador, pelo contingente e diversidade de pessoas que abrange. “É uma área com a qual estamos aprendendo a lidar, pois é um processo novo para a maioria das editoras”, diz. “Fato é que, com o aumento do nível de exigência, até em virtude dos editais do MEC, a expectativa é de melhora na qualidade do material que é desenvolvido para o setor”, afirma.

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O Grupo Positivo, por exemplo, teve neste ano, pela primeira vez, uma coleção para jovens e adultos aprovada no PNLD. Jeferson Freitas, supervisor editorial da empresa, conta que foi a segunda incursão nesse nicho. “Fizemos um trabalho antes, que foi reprovado justamente por não dialogar com a realidade do professor e do aluno da EJA”, diz. “Nossa principal mudança para a nova coleção foi contratar professores com experiência de sala de aula na educação de adultos. Fez toda a diferença”, avalia.

Para Viviane Flores, gerente educacional da Editora FTD, a atuação com a EJA é interessante como “desafio social”. “O compromisso das editoras para uma produção editorial que atenda a esse público traz a possibilidade de mudanças importantes na sociedade brasileira. São pessoas que pretendem aprimorar seus conhecimentos para uma melhoria da qualidade de vida, o que vai além de aprender a ler e escrever”, afirma.

Uma das mais experientes no segmento, a Editora Moderna começou a atuar na educação para jovens e adultos em 2009, ainda pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos (PNLA). Teve coleções aprovadas para a EJA pelo PNLD em 2011 e 2014. “Procuramos oferecer um material pensado para o público adulto, com temas próximos à realidade e ao cotidiano dos educandos, com atividades que levam em conta os saberes que eles já trazem de sua vivência”, diz Virginia Aoki, editora-chefe de Projetos Especiais e Governo da Editora Moderna. 

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