Apenas 13% dos deficientes auditivos estão na escola

Curso do MEC ensina Língua Brasileira de Sinais a professores

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Redação

Sem o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na sala de aula, 56 mil alunos com deficiência auditiva matriculados na escola básica, 2 mil no ensino médio e 300 nas universidades (Censo Escolar 2004) se baseiam apenas na leitura de lábios para assistir às aulas, com a perda de 50% da mensagem.


 


O total de deficientes auditivos no Brasil hoje é 5,7 milhões, mais de 406 mil em idade escolar. Desta forma, cerca de 87% estão fora da escola. A Libras só foi oficializada no país em 2002, porém sua utilização na sala de aula precisa ser regulamentada por uma proposta de decreto que se encontra na Casa Civil da Presidência da República. Além do ensino pela linguagem dos sinais, os alunos com dificuldades auditivas devem aprender a Língua Portuguesa com o auxílio de muitimeios.


 


O Ministério da Educação começa em março o programa
Interiorizando Libras

, para ensinar 720 professores a lecionar também em Libras para seus alunos. A princípio, os cursos serão dados em seis estados (Ceará, Bahia, Amazonas, Maranhão, Rondônia e Santa Catarina), mas até o final do ano atingirão mais 12 federações, com o custo de R$ 200 mil por estado.


 


Quatro cursos constituem o programa, dois oferecidos pela Federação Nacional para a Educação e Integração de Surdos (Feneis), com o ensino de Libras aos professores, e outros dois realizados pela Universidade de Brasília (UnB), com tradução de Libras e ensino de Língua Portuguesa para os alunos deficientes auditivos.


 


Até 3 de abril o público pode opinar sobre o decreto regulamentador do uso de Libras na sala de aula pelo e-mail



libras@planalto.gov.br



, ou no endereço Palácio do Planalto, Anexo III, sala 212, CEP: 70150-900, Brasília – DF.

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