Anima Mundi: animação em fase de crescimento

Em sua 26ª edição, festival cresceu – assim como relevância dos filmes de animação do Brasil

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Arte de Michael Dudok para pôster do Anima Mundi 2018

Arte de Michael
Dudok para
pôster do Anima
Mundi 2018

Realizado pela primeira vez em 1993, o Anima Mundi começou pequeno, apenas no Rio de Janeiro, e discreto, ocupando um nicho, o da animação, habitualmente desguarnecido em festivais e, naquele momento, restrito às beiradas do circuito comercial. Além disso, o cinema brasileiro lutava para sair de uma das piores crises de sua história, agravada pelo desmantelamento da atuação do Estado na cultura durante o governo Collor.

As coisas serão bem diferentes na 26ª edição, e não apenas porque o festival cresceu – além do Rio, onde as atividades ocorrerão de 21 a 29 de julho, há agora um pé fincado em São Paulo, de 1 a 5 de agosto. A animação brasileira, hoje, tem relevância internacional, como demonstram os seguidos prêmios em festivais e a indicação de O menino e o mundo (2013) ao Oscar. O Anima Mundi fez parte desse processo, contribuindo para a formação e o aperfeiçoamento de profissionais.

Nesses 25 anos, cresceu também a ocupação de mercado pelo filme de animação. A lista das maiores bilheterias do ano, em todo o mundo, costuma trazer diversos longas realizados com essa técnica, que também se espalha por outros setores do audiovisual, como a TV e a publicidade. A revolução digital, por sua vez, tornou possível a qualquer usuário de celular e computador realizar suas próprias animações, e muitas escolas vêm desenvolvendo projetos nessa área.

Prova da relevância do Anima Mundi nesse cenário é o fato de seus organizadores terem respondido, em 2018, pela curadoria da mais ampla retrospectiva da animação brasileira já realizada no exterior, promovida pelo principal festival do gênero do mundo, o de Annecy (França), que ocorreu de 11 a 16 de junho. Na ocasião, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) lançou também um livro com artigos sobre 100 filmes brasileiros de animação, eleitos em pesquisa nacional.

Quem não puder acompanhar as sessões do Anima Mundi no Rio e em São Paulo tem a alternativa de visitar o web site do festival, fonte de referência para a animação no Brasil, com informações não apenas sobre os filmes da programação (muitos dos quais já disponíveis pela internet), mas também sobre cursos e outras atividades regulares.

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