Ana Beatriz Patrício

superintendente da Fundação Itaú Social

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Quais são as principais dificuldades que o Itaú Social encontra para organizar e colocar em prática suas atividades?









Eu sempre vejo as dificuldades como desafios e como oportunidades de melhoria da nossa prática. No dia-a-dia, em todo projeto ou organização, sempre há dificuldades operacionais que precisam ser enfrentadas e resolvidas. Gostaria de mencionar alguns desafios que considero mais abrangentes e que se referem ao nosso foco de atuação, às nossas crenças e aos nossos valores.






A realização de ações com duração e impactos de longo prazo é um desafio. Acredito que os grandes desafios sociais do nosso país devem ser enfrentados com propostas que tenham continuidade de ação. Não serão ações pontuais a solucionar as questões. Especialmente na educação, que é nosso foco prioritário de atuação, é necessário elaborar e implementar projetos que tenham continuidade.





A sistematização e disseminação dos conhecimentos gerados nos projetos e a utilização da tecnologia, especialmente na formação a distância de educadores, também considero desafiadores. Ainda que tenhamos feito progressos nessa área, há ainda muito que aprender.





 







Quais são os principais desafios que a Fundação Itaú Social tem pela frente para manter seus projetos funcionando da melhor maneira possível?









A Fundação Itaú Social, com seus projetos, é responsável pelo investimento social privado feito pelo Banco Itaú. Dessa forma, procuramos agregar aos projetos sociais algumas competências fortes da empresa, como avaliação de resultados e competência gerencial.






Com esse propósito, já temos grandes desafios, considerando não existir ainda uma cultura consolidada que valorize a busca de resultados nas ações sociais e que associe a importância de um bom gerenciamento da organização com a defesa da causa social abraçada.





Acredito fortemente que só com a parceria entre os diversos setores da sociedade será possível contribuir para a construção de um Brasil melhor. E a construção dessas parcerias será sempre um desafio no nosso horizonte de atuação, pois não conseguimos conceber a nossa atuação isoladamente. Sociedade civil, poder público e iniciativa privada têm competências e papéis diferentes que se complementam. Nós estamos aí para fazer a nossa parte.





 







Como a Fundação Itaú se enxerga dentro de dez anos? Crescerá? Há novos projetos sendo desenvolvidos?









O dinamismo das nossas atividades nos coloca sempre com possibilidade de ampliação de atuação. Mas, para nós, o crescimento da Fundação em número de ações não é o mais importante. Queremos sim crescer no alcance e na efetividade dos resultados do nosso trabalho. Com as parcerias estabelecidas com outras organizações, com o governo e com a sociedade civil, buscamos sempre aumentar o alcance das ações, tendo em vista a dimensão dos desafios existentes no nosso país.

Um novo projeto da Fundação que posso destacar é a
Avaliação Econômica de Projetos Sociais

. Esse projeto nasceu dessa aproximação das competências do Banco Itaú com os projetos sociais da Fundação. Entendemos que a expertise da empresa pode e deve ser colocada a serviço do social. Em perspectiva, nos enxergamos como uma organização que, nos próximos anos, continuará a contribuir para a consolidação da educação pública de qualidade para todos. Uma organização que contribui para as políticas públicas, principalmente as de educação e de assistência social, em parceria com todos os setores da sociedade.




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