Alckmin acusa ONGs e o poder judiciário pela crise na Febem

Governador aponta o excesso de internações como o maior problema da instituição

Compartilhe
, / 1008 0



Após a 34ª rebelião da Febem neste ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), responsabilizou a Justiça e várias entidades de defesa dos direitos humanos pela crise na instituição. O motim aconteceu na última terça-feira, 22, no Complexo do Tatuapé (zona leste da capital), e terminou com um saldo de 55 pessoas feridas e um interno morto: Jonatan Vieira Anacleto, de 17 anos.



 




No dia do incidente, o governador atacou o excesso de internações determinadas pelo poder judiciário durante uma entrevista à rádio CBN. “O adolescente está sendo mais punido do que adulto. O ECA [
Estatuto da Criança e do Adolescente

] está sendo desrespeitado”, disse na ocasião.




 




Além disso, Alckmin exigiu um maior engajamento do Ministério Público e recriminou a atuação da Amar (associação de mães dos internos) e do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, entidades que, segundo ele, só “criam problemas para o governo”. As críticas geraram protestos de várias organizações.




 




O tucano também investiu contra a omissão do Planalto, ao afirmar que a Febem não recebeu nenhum tipo de assistência da União.
 

Para rebater a acusação, o subsecretário nacional de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente, Amarildo Baesso, afirmou ontem que nenhum projeto relativo à Febem foi encaminhado pelas autoridades estaduais ao governo federal.




 





(Fonte: Folha de S. Paulo)



Comentários

comentários

PASSWORD RESET

LOG IN