Abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques

Iniciativa da Fundação Carlos Chagas premiará experiências educativas elaboradas por docentes de licenciatura

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Com o objetivo de incentivar quem ensina a ensinar, a Fundação Carlos Chagas criou o Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, que abriu essa semana as inscrições para sua segunda edição.  O concurso pretende revelar trabalhos inovadores realizados por docentes de licenciatura na formação de professores para a educação básica. “A Fundação Carlos Chagas criou o Prêmio pensando na qualidade dessa etapa da educação no Brasil, por meio da valorização e incentivo das experiências dos formadores de professores”, afirma Bernadete Gatti, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e idealizadora do prêmio.


Poderão ser inscritos trabalhos concluídos do ano passado até junho deste ano, desde que comprovados por documentos, como relatórios de obtenção de créditos na disciplina em questão, provas aplicadas durante a execução do projeto, depoimentos em vídeo dos participantes ou atividades realizadas pelos alunos do ensino básico. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de agosto, no site www.fcc.org.br/premioprofessorrubnesmurillomarques


Uma comissão de especialistas, formada pela Fundação Carlos Chagas, irá avaliar os trabalhos de acordo com a adequação entre os objetivos e as ações desenvolvidas, visando à aprendizagem. Até três trabalhos poderão ser contemplados com um prêmio de R$ 30 mil, além de diploma, troféu e publicação do projeto premiado na coleção Textos FCC e no site da Fundação.


Em 2011, os vencedores foram os professores Bruno Monteiro, da Universidade Federal de Lavras, e Marli Batista Ávila, da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo.  Com o projeto “A inserção do tema da educação em ciências, em espaços não formais, na formação de professores de ciências e química”, o professor Bruno se destacou pela iniciativa de criar uma disciplina no curso de Licenciatura em Química da instituição onde trabalha, com o objetivo de incentivar a utilização de espaços não formais, como museus, centros de ciências e tecnológicos, para o ensino de ciências na educação básica.


Já a professora Marli, desenvolveu o trabalho “Uma opção metodológica para o ensino da música na escola brasileira”.  Durante os anos que ensinou música em diferentes escolas e níveis de ensino, Marli percebeu que muitos colegas não tinham uma direção para dar aula, já que eram apenas músicos e não tinham a didática necessária. “A partir desse ano, o ensino de música torna-se obrigatório. A demanda por professores será grande, por isso a importância da capacitação docente nessa disciplina”, lembra.


Ambos os professores ressaltam a importância do prêmio como um incentivo aos docentes de licenciatura. “Não temos muitas iniciativas na área de formação de professores. A licenciatura não é valorizada, por isso vivemos uma luta constante para estimular os novos professores”, aponta Bruno.

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